terça-feira, 26 de julho de 2011

"AS TELENOVELAS MOLDARAM O BRASIL"

Republicado por: Pr.Marcílio Gomes Marinho

O economista do Banco Interamericano de Desenvolvimento(BID) afirma que a novela ajudou o país a aceitar o divórcio e a criar famílias menores.Por "Marta Mendonça"
Qual o verdadeiro impacto das telenovelas nos lares brasileiros? Segundo dois estudos recentes do BID, as tramas exibidas na TV nos últimos 40 anos vêm moldando as famílias em pelo menos dois aspectos: menos filhos e mais divórcios. As pesquisas, coordenadas pelo economista Alberto Chong, analisaram o conteúdo de 115 novelas transmitidas pela TV Globo entre 1965 e 1999 nos horários das 19 horas e das 20 horas. Nessa amostragem, 62% das principais personagens femininas não tinham filhos e 26% delas eram infiéis a seus parceiros - o que suavisou o tabu do adultério. Para Chong, a telenovela é também canal de difusão de programas socias.
Época De que forma as telenovelas influenciaram a sociedade brasileira?
Alberto Chong Durante o período da ditadura, os autores já viam nas novelas a oportunidade de lutar contra o sistema, apresentando novas idéias e valores. Há, de forma recorrente, a crítica à religião, ao machismo e ao consumo de luxo e a idéia de que a riqueza e o poder fazem felicidade. A família está no centro dessas transformações. As novelas são um instrumento muito poderoso na formação de um modelo bastante específico de família: branca, saudável, urbana, bonita, consumista - e pequena.

Época Vem daí a explicação para a influência das novelas na queda da taxa de fertilidade?
Chong Sim. A família pequena é uma imposição da produção, que tem limitações de elenco. Para que a história aconteça, são necessários pelo menos cinco ou seis núcleos. Então nenhum pode ser grande demais. Por um tempo essa família tão reduzida era irreal. Com o tempo, porém, a repetida exposição desse perfil influenciou fortemente na preferência por menos filhos e pelo custo financeiro mais baixo dessa escolha. Ao longo dos anos, essa queda na taxa de fertilidade foi caindo mais em áreas alcançadas pela televisão do que em áreas que não recebiam o sinal.

Época As mulheres são o público principal das novelas. Elas são mais influenciáveis por esse tipo de conteúdo?
Chong Uma das idéias mais disseminadas pelas novelas, em todos os tempos, é certamente, a emancipação feminina, junto com a entrada da mulher no mercado de trabalho. A busca do amor e do prazer pelas personagens femininas, também é uma constante em qualquer trama, mesmo que ela tenha de cometer adultério, o que também é comum nas histórias.

Época No Brasil de acordo com o IBGE, vem das mulheres a maior parte dos pedidos de divórcio. Quanto as novelas contribuem para isso?
Chong Estudar o Brasil sob esse ponto de vista é interessante, porque os casos de divórcio aumentaram dramaticamente nas últimas três décadas. Estima-se que as taxas aumentaram de 3,3 em cada cem casamentos em 1984, para 17,7 em 2002, mais do que em qualquer outro país latino-americano. Nosso estudo avança na hipótese de que os valores da televisão, mais precisamente das novelas, contribuíram de fato para esse aumento, principalmente a partir do momento em que no Brasil há um alcance desse tipo de programa como em nenhum outro país. A novela é , de longe, a maior atração da TV e é veiculada pela Rede Globo, que tem mantido um domínio quase absoluto do setor por cerca de três décadas. Percebemos que, quando a protagonista de uma novela era divorciada ou não era casada, a taxa de divórcio aumentava, em média, 0,1 ponto percentual.

Época A padronização dos valores, de comportamento e idéias que a televisão introduz é negativa?Chong É uma questão de perpectivas. As novelas, em especial da TV Globo, impõem um estilo de vida moderno e urbano que diminui as taxas de fertilidade e aumentou as de divórcio. Isso pode ser visto de forma positiva por um grupo e de forma negativa por outro. "uma das idéias mais disseminadas pelas novelas é a emancipação feminina, junto com a entrada da mulher no mercado de trabalho "

Época Pode-se dizer que, no Brasil, a novela é o melhor canal para difusão de idéias sociais?
Chong Sim, acredito que seja o mais eficaz. Por isso esses estudos são tão importantes para os países em desenvolvimento. Nas sociedades em que a alfabetização é relativamente baixa e a leitura dos jornais é limitada, a televisão desempenha um papel crucial na circulação das idéias. A televisão tem influência enorme em países como oBrasil, onde ainda há forte tradição oral. Nosso trabalho sugere que os programas orientados para a cultura da população local tem o potêncial de atingir uma grande quantidade de pessoas com muito baixo custo, e portanto, poderiam ser usados por políticos para trasmitir mensagens socias e econômicas importantes - sobre aids, educação, direitos das minorias etc. Estudos recentes feitos por psicólogos socias, realçam o papel dos meios de comunicação, rádio e telenovelas em particular, como na formação das mais variadas políticas de desenvolvimento e deve ser aproveitado.
Alberto Chong
Quem é
Economista nascido em Lima, no Peru. Tem 45 anos e mora em Washington, nos Estados Unidos
O que fez
Desde 2000, trabalha como pesquisador do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)
O que publicou
As pesquisas Novelas e fertilidade: evidências do Brasil , com Suzanne Duryea,do BID; e Televisão e divórcio: evidências de novelas brasileiras, em parceria com Eliana Ferrara, economista da Bocconi University

Fonte da entrevista : revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI26593-15228,00.html

É de admirar ao ver uma entrevista secular nos chamando a atenção para o perigo das más influências. Vemos as telenovelas brasileiras invadindo lares, distorcendo valores, denegrindo famílias inteiras, atrasando culturas com atrofiamentos mentais desapercebidos de muitos. Lembrando bem que o Apóstolo Paulo da parte de Deus escreve aos cristãos em Roma, advertindo-os a não se conformar com este século mas transformar pela renovação da mente, que só é possível pelo Espírito Santo. Não está na TV muito menos nas telenovelas os padrões morais e de crescimento qualitativo a serem seguidos, não se pode perder tempo com esse tipo de degradação mental, onde a família acaba ficando de lado. E o que a maioria dos programas de TV tem ensinado às pessoas é o humanismo secular que afirma que o mais importante vem do homem e não de Deus, que nas telenovelas, atores sem Deus, que muitas vezes zombam do criador, são modelos apropriados a serem seguidos. A visão bíblica do casamento e do divórcio é ultrapassada e deve ser rejeitada.
É ensinado pelas telenovelas que sexo fora do casamento não é pecado e muitos estão se enveredando como se tudo fosse normal, e que o aborto, não há nada de mais pois ainda não nasceu, vendendo barato a pornografia, sensualidade como entretenimento agradável e aceitável. Nas telenovelas brasileiras é levada a imagem de que o prazer deve ser encontrado nas relações sexuais ilícitas "O proibido é melhor" , mas a bíblia no livro de provérbios 9 : 17 e 18 diz : "As águas roubadas são doces, e o pão comido às ocultas é suave, mas não sabe que ali estão os mortos; que os seus convidados estão nas profundezas do inferno". Nas telenovelas brasileiras é mostrado a virgindade como vergonha, e para ser atraente é necessário a sensualidade.
Para essa cultura é colocado os padrões tradicionais de moralidade e principalmente os bíblicos em desprezo. É ensinado que não há certo e nem errado sobre valores e moral humana. nas telenovelas brasileiras valem tudo, e a bíblia, a palavra de Deus, diz: " Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem chamam mal: que fazem da escuridade luz, e da luz escuridade; e fazem do amargo doce, e do doce amargo" Isaías 5:20. Enfim, nas telenovelas brasileiras não é ensinado nada sobre a palavra de Deus, e lamentavelmente muitos são os que até mesmo trocam o tempo de está em uma igreja por assistir esse degradante entretenimento. Não podemos de forma alguma aceitar que tais comportamentos que muitas vezes é defendidos como "CULTURA" venham mudar nossa vida com Deus ainda que uma nação inteira venha mudar. Jamais negociar princípios vindos de Deus pela sua palavra já revelada. Que Deus tenha misericórdia, gerando nos corações arrependimento e desejo de congregar no templo, enfraquecendo assim essa cultura diabólica que tem até mesmo destruído ,famílias inteiras.



"Melhor é está a porta da casa do meu Deus..."Salmos 84:10


Pastor Marcílio G. Marinho









quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O TEÓLOGO DO AVIVAMENTO

Erroll Hulse

Assim como Martinho Lutero permanece como o marco de uma nova época na História da Igreja, assim também Jonathan Edwards permanece como o limiar de um novo mundo evangélico, caracterizado por avivamentos. Entre Lutero e Edwards encontra-se John Owen, o Príncipe dos Puritanos, que representa três gerações de puritanos ingleses, que desdobraram a fé reformada em uma admirável combinação de doutrina, experiência e prática. Seguindo essa tradição, mas enfrentando diferentes pressões, Jonathan Edwards escreveu o clássico Religious Affections (Afeições Religiosas), no qual ele mostrou o que constitui e o que não constitui os elementos da conversão autêntica.

Jonathan Edwards ministrou como pastor em uma nação jovem que estava em desenvolvimento. Ele trabalhou arduamente nas fronteiras de perigo e conflito constantes, entre os índios, franceses, católicos e protestantes ingleses. Edwards foi um pensador arguto e um filósofo cristão que viveu no clímax do conflito espiritual contra o deísmo e o racionalismo. B. B. Warfield o descreveu como uma figura de verdadeira grandeza na vida intelectual da América colonial.1



O Teólogo do Avivamento
Jonathan Edwards foi o mais perspicaz dos primeiros filósofos da América, o mais brilhante e original de todos os teólogos da América. De modo contrário a George Whitefield, que pregava de improviso e, conforme os seus contemporâneos, nunca titubeava, Edwards escrevia todos os seus sermões; e, se tivesse de pregar utilizando breves anotações, teria dificuldade em fazê-lo. Até hoje o seu sermão Pecadores nas Mãos de um Deus Irado é um dos mais famosos na América.

Os batistas são fascinados pelo esforço de Edwards em direção a uma igreja pura, evidenciado na controvérsia sobre a Ceia do Senhor (Aliança Parcial), que foi uma das causas de sua demissão de Northampton, em 1750. Alguns são fascinados pelas obras-primas de Edwards, Freedom of the Will (Liberdade da Vontade) e The Nature of True Virtue (A Natureza da Verdadeira Virtude).

Embora estes assuntos sejam importantes, meu ponto de vista é que as principais contribuições de Edwards para a Igreja de Cristo, em todos os lugares, são os seus pensamentos e os seus livros sobre avivamento. Ele é digno do título “O Teólogo do Avivamento”. Os puritanos ingleses nunca utilizaram a palavra avivamento, embora a teologia deles fosse tendente ao avivamento.

Meu propósito é delinear o progresso do interesse e dos escritos de Edwards sobre avivamento.

Em 1734/35, um poderoso avivamento espiritual sobreveio a Northampton. Edwards o descreveu em um livro intitulado A Narrative of Surprising Conversions (Uma Narrativa de Conversões Surpreendentes).As definições de avivamento são diversas. A descrição de Edwards é, em si mesma, uma definição.

Nos últimos dias de dezembro de 1734, o Espírito de Deus começou a agir de modo extraordinário e a operar maravilhosamente entre nós. E houve, inesperadamente, cinco ou seis pessoas que, de acordo com todas as aparências, foram convertidas para a salvação, uma após outra... Nas primeiras semanas de 1735, uma preocupação sincera a respeito das grandes coisas do cristianismo e do mundo eterno envolveu, de modo abrangente, todas as pessoas de todas as idades e posições, bem como de todos os lugares da cidade. Todas as outras conversas, exceto as conversas sobre as coisas eternas e espirituais, eram logo deixadas de lado. Todas as conversas, em todos os lugares, entre todas as pessoas, em todas as ocasiões, se referiam apenas a estas coisas, a menos que fosse necessário as pessoas realizarem suas atividades seculares... As mentes das pessoas estavam admiravelmente desprendidas deste mundo, que, entre nós, era considerado algo de pouca importância. Tal mudança de convicção produziu rapidamente uma diferença visível na vida da cidade.

A maior de todas as mudanças ocorreu no próprio templo da igreja. Naquele tempo, as nossas reuniões eram lindas: a igreja se mostrava viva na adoração a Deus; todos estavam sinceramente atentos na adoração pública; todos os ouvintes anelavam ouvir as palavras do pastor, conforme estas saíam de seus lábios; a congregação geralmente derramava lágrimas, quando a Palavra de Deus era pregada. Alguns choravam de tristeza e consternação; outros, de alegria e amor; outros, de piedade e compaixão pelas almas de seus vizinhos.

Em 1739, com 36 anos de idade, Edwards pregou uma extensa série de sermões na qual ele examinou toda a história da raça humana, desde a Criação até à segunda vinda de Cristo. Esta série de sermões foi publicada como A History of the Work of Redemption (Uma História da Obra de Redenção). Edwards antecipava que através de derramamentos do Espírito Santo todos os inimigos de Cristo serão finalmente derrotados, em especial o Anti-cristo (que Edwards, assim como todos os reformadores e puritanos ingleses, considerava ser o papado) e o falso profeta. De acordo com Romanos 11, Edwards acreditava que os judeus serão convertidos e que isso será o prenúncio de um crescimento massivo da Igreja, em todo o mundo. O evangelho será, então, pregado com mais clareza e será mais eficaz em sua aplicação, levando à paz. Distorções do evangelho serão removidas, e as seitas, reduzidas a nada. Tudo isto será realizado não por príncipes, ou seja, não por poderes humanos ou líderes políticos, e sim por intermédio do Espírito Santo, utilizando os meios da graça (Zacarias 4.6). Toda a Criação, argumentava Edwards, é apenas o palco da grande obra de redenção. Todas as coisas trabalham juntas em direção ao objetivo de tudo, que é a glória do Deus Triúno, na redenção e na formação da nova terra e dos novos céus.

O avivamento ocorrido em Northampton, que se espalhou por outras cidades, inspirou aquela série de sermões. Ora, um avivamento ainda mais abrangente sobreveio à Nova Inglaterra. Em 1740/41, o Grande Despertamento “irrompeu nas igrejas dormentes da Nova Inglaterra, como um trovão e relâmpago surgindo de um céu límpido”. De modo diferente de 1735, este avivamento alcançou todo o país. O principal instrumento deste aviva-mento foi George Whitefield, que tinha apenas 25 anos de idade. O caráter deste avivamento pode ser vislumbrado nas palavras seguintes.

O agricultor Natan Cole relatou sua experiência. Ele estava trabalhando quando um vizinho lhe contou que George Whitefield estava chegando.

Eu estava trabalhando em minha lavoura. Trouxe as ferramentas e o arado para casa, ordenei à esposa que se aprontasse para ouvirmos o Sr. Whitefield, em Middletown. Corri com todas as minhas forças para apanhar o cavalo no pasto, temendo que chegaria atrasado para ouvir o Sr. Whitefield. Trouxe o cavalo até a casa, montei rapidamente, bem como a minha esposa, e fomos com tanta rapidez quanto o cavalo podia agüentar... Eu desceria, correria e diria à esposa que cavalgasse tão rápido quanto pudesse; e correria... até que ficasse quase sem fôlego... fiz isso várias vezes, para favorecer o cavalo, pois tínhamos quase 19 quilômetros para percorrer em pouco mais do que uma hora. Em terras mais altas, vi diante de mim uma nuvem ou nevoeiro surgindo e ouvi um barulho semelhante ao estrondo de cascos de cavalos vindo pela estrada... Quando cheguei a 100 metros da estrada, pude ver uma torrente de cavalos, com seus cavaleiros... Chegamos até eles, e não ouvi nenhum homem falando palavra alguma, durante todo o caminho. Todos seguiam com grande pressa; e, quando chegamos à velha casa de reuniões, ali havia uma grande multidão — disseram que três ou quatro mil pessoas estavam reunidas. Descemos de nossos cavalos e sacudimos a poeira, e os pastores estavam vindo à casa de reuniões. Virei-me, olhei em direção ao grande rio e vi barcos navegando rapidamente, para lá e para cá, trazendo grande número de pessoas, que pareciam lutar pela vida. Em um raio de 19 quilômetros, não vi ninguém trabalhando nos campos.

Nos lugares em que George Whitefield pregava na Nova Inglaterra, o Espírito Santo era derramado e grandes multidões se reuniam. Em determinado lugar, 25.000 pessoas se reuniram para ouvir Whitefield. Este número representa a maior concentração de pessoas daquela época.

Jonathan Edwards defendia, em especial, o avivamento, resguardando-o dos seus críticos. Em 1746, depois de pregar uma série de sermões sobre este assunto e depois de muita revisão, ele publicou o seu Treatise on Religious Affections (Tratado sobre Afeições Religiosas), que é o seu livro mais lido.

Em 1747, ele publicou um tratado sobre Zacarias 8.20-22, que saiu da imprensa com o longo e descritivo título

Uma Tentativa Humilde de Promover Harmonia Explícita e União Visível do Povo de Deus na Oração Extraordinária, em Favor do Avivamento do Cristianismo e do Avanço do Reino de Cristo na Terra, conforme as Escrituras — Promessas e Profecias Sobre os Últimos Dias.

Este livro, de 180 páginas, formato pequeno e acabamento em brochura, foi enviado pelos correios a John Erskine (1721-1803), na Escócia. Nesse tempo, John Ryland Jr. estava se correspondendo com Erskine; e foi através deste que Jonhn Ryland Jr. recebeu uma cópia de Uma Tentativa Humilde. John Ryland compartilhou o tratado com John Sutcliff (1752-1814). O interesse se espalhou, e foram organizadas reuniões de oração mensais suplicando avivamento. A oração especial em favor de avivamento se espalhou por todas as denominações. A atividade de intercessão foi o início de uma época notável de despertamento espiritual nas ilhas britânicas. Também é digno de nota o fato de que esse tempo de oração especialmente intercessória marca o início do Grande Despertamento Missionário, no qual William Carey foi o pioneiro.

O que serviu de excepcional encorajamento para Edwards foi a entrada de David Brainerd em sua vida —um assunto sobre o qual se expressou mais tarde. Em uma terça-feira, 28 de maio de 1747 (na época em que Edwards preparava-se para a publicação de um tratado que convocava os crentes a um pacto de oração), David Brainerd entrou no jardim da casa pastoral, em Northampton. Edwards, cujos pensamentos estavam engajados na visão de uma obra missionária de alcance mundial, havia se encontrado com Brainerd apenas uma vez. Agora, por meio de um contato mais achegado, eles conversariam mais profundamente sobre a experiência de trabalhar entre os índios e, em particular, sobre um conhecimento detalhado do despertamento espiritual entre eles. A história de David Brainerd nos comove profundamente: suas lutas com a total depravação e rejeição do evangelho por parte dos índios, seu desespero íntimo por causa dessa rejeição e, acima de tudo, sua piedade transparente.

Embora limitado em vigor físico, Brainerd se entregou, de modo incansável e sacrificial, aos índios entre os quais ele testemunharia um maravilhoso despertamento espiritual. Ele morreu de tuberculose, na casa de Edwards, com a idade de 29 anos, deixando seu diário na posse de Edwards. Este diário constituiu a base de sua biografia, escrita por Jonathan Edwards, que, no devido tempo, se tornou seu livro mais popular. Este livro foi reconhecido como a primeira biografia de um missionário impressa nos Estados Unidos e causou grande impacto na causa de missões, mais do que qualquer outro livro. Foi o avivamento entre os índios que deu poder à biografia de Brainerd e que tanto nos prende o interesse.

James I. Packer, em uma palestra apresentada na Conferência Puritana de Londres, em 1961, resumiu de modo proveitoso o ensino de Edwards sobre o avivamento, empregando três tópicos:

1. O avivamento é uma obra extraordinária de Deus, o Espírito Santo, revigorando e propagando a piedade cristã em uma comunidade.

O avivamento é uma obra extraordinária porque marca uma reversão abrupta de uma tendência arraigada e um estado de coisas entre aqueles que professam ser o povo de Deus. Contemplar Deus revigorando sua igreja significa pressupor que a igreja estivera, anteriormente, moribunda e se tornara dormente.

2. Os avivamentos têm um lugar central nos propósitos revelados de Deus.

“O objetivo de Deus em criar o mundo”, declarou Jonathan Edwards, “era preparar um reino para o seu Filho (pois Ele foi designado o herdeiro do mundo)”. Este objetivo tem de se cumprir, primeiramente por intermédio da realização da obra redentora da parte de Cristo, no Calvário; depois, por intermédio do triunfo do seu reino. “Todas as dispensações da providência divina, desde a ascensão de Cristo até à consumação final de todas as coisas, têm o propósito de outorgar a Cristo a sua recompensa e cumprir seu objetivo naquilo que Ele fez e sofreu na terra.” Um domínio universal está prometido a Cristo e, nesse ínterim, antes da consumação final, o Pai implementa esta promessa, em parte, por meio de derramamentos sucessivos do Espírito, os quais comprovam a realidade do reino de Cristo para um mundo céptico e servem para estender seus limites entre seus antigos inimigos.

3. Os avivamentos são as mais gloriosas obras de Deus no mundo.

Edwards insistia nisto, para envergonhar todos aqueles que não professavam qualquer interesse no avivamento divino que sobreviera à Nova Inglaterra e insinuavam, por sua atitude, que a mente de um crente deveria se ocupar mais proveitosamente com outros assuntos.

“Em sua natureza e realização, esta obra é a mais gloriosa de qualquer das obras de Deus” — Edwards protestou. “É a obra da redenção (o grande objetivo de todas as outras obras de Deus e da qual a obra de criação foi apenas uma sombra). É a obra da nova criação, que é infinitamente mais gloriosa do que a velha criação. Ouso dizer que a obra de Deus na conversão de uma alma... é uma obra mais gloriosa do que a criação de todo o universo material.”

Conclusão
A igreja universal possui dimensões tão amplas, que não sabemos quantos dos seus membros sentem este mesmo fardo de Jonathan Edwards. O Espírito Santo é o Espírito de graça e de súplicas. Ele impulsiona o seu povo a orar. A intercessão é quase sempre o precursor de um avivamento espiritual. É impossível pensarmos em qualquer outra maneira pela qual o mundo será ganho para Cristo.


Fonte:www.editorafiel.com.br



Deus te abençõe sempre



Pastor Marcílio

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

99 Balões

"...os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais iam sendo dia a dia formadas, quando ainda nenhuma delas havia".Sl.139.16

fonte : Práxis Cristã via canto do jo
http://cantodojo.blogspot.com/

Deus abençõe você sempre

Pr.Marcílio

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Sansão e a sedução da Cultura



Roger Ellsworth

Nossa palavra sedução vem do latim “sudecere”, que literalmente significa “levar para o lado”. Este vocábulo possui uma conotação negativa, ou seja, implica em que alguém é levado para o lado, afastando-se de uma coisa boa e correta para algo vil e inferior. Em outras palavras, não significa apenas ser levado para o lado, mas também “ser desencaminhado”.
Não somos capazes de pensar muito sobre alguém que foi seduzido, sem que Sansão nos venha à mente. Ele foi o grande “seduzido” de todos os tempos. A fim de apreciarmos quão trágica foi a pessoa de Sansão e quão terrível a sua sedução, precisamos começar pensando sobre aquilo do que ele foi afastado.
Sansão foi chamado para ser um especial instrumento de Deus, em um tempo quando todo o povo de Deus fora seduzido pela cultura dos filisteus. Na época dos juízes, a nação de Israel se encontrou oprimida por seus ímpios e cruéis vizinhos, em várias ocasiões. Mas, em cada instância, “os filhos de Israel clamaram ao SENHOR” (Jz 3.9,15; 4.3; 6.6- 7; 10.10). Quando chegamos ao período em que os filisteus tinham a supremacia sobre Israel, não lemos nada afirmando que o povo clamou a Deus. R. C. Sproul disse: “De maneira diferente dos outros invasores, os filisteus eram civilizados e não se mostravam terrivelmente opressivos; por conseguinte, Israel relaxou sob o domínio dos filisteus e não invocou o Senhor”.

Este foi o ambiente em que Deus chamou Sansão. O povo de Israel havia se acomodado a uma existência pacífica com os filisteus; e Sansão seria o instrumento de Deus para despertar seu povo e convocálo a abandonar sua paixão pela cultura filistéia. Para alcançar este propósito, Deus concedeu ordens ao pais de Sansão, instruindo que seu filho seria um nazireu. O cabelo de Sansão não deveria ser cortado (Jz 13.5). Ele não deveria beber vinho ou comer coisas impuras (Jz 13.7).
Por ter sido dotado com uma força super-humana, Sansão foi, por muito tempo, um poderoso e eficiente instrumento nas mãos de Deus. Enquanto lemos o relato de sua vida, encontramos este refrão: “O Espírito do SENHOR de tal maneira se apossou dele” (Jz 14.6,19; 15.14). Isto nos mostra onde realmente se encontrava a força de Sansão. Seu cabelo era o símbolo de sua força física e sua consagração a Deus, mas a fonte de sua força era o Espírito de Deus. James B. Jordan afirmou: “Não havia qualquer vínculo mágico entre a força e o cabelo de Sansão, mas havia uma conexão espiritual no fato de que Deus outorga força àqueles que são dedicados a Ele; e, no caso de Sansão, sua cabeça dedicada era o sinal de sua separação para Deus”.

Após ter sido usado por Deus durante diversos anos, de maneira poderosa e admirável, esperaríamos que Sansão se mostrasse invencível. Ele havia contemplado Deus utilizando-o para realizar grandes vitórias e parecia ser tão forte na fé quanto era em sua força física. A última coisa que esperaríamos ouvir era que Sansão brincaria com o perder a força que Deus lhe havia concedido e utilizado.
Então, Dalila apareceu no cenário da história. Muitos pensam que ela era uma filistéia; outros imaginam ter sido uma israelita apóstata. A Bíblia não o diz. Uma coisa é certa: ela era uma filistéia em seu coração; e mostrou-se tão identificada com os filisteus, que poderia ser contada com um membro deste povo.
Dalila deve ter sido muitíssimo bela, e os príncipes filisteus sabiam que Sansão possuía uma fraqueza por mulheres bonitas. Portanto, eles a arrolaram em sua causa. Ela deveria, em troca de uma boa quantia de dinheiro, descobrir a fonte da força de Sansão, enquanto os príncipes filisteus estariam escondidos em um quarto. No momento oportuno, eles sairiam e dominariam Sansão. Quando os filhos de Deus aprenderão que sempre existem inimigos escondidos por perto, esperando uma oportunidade de fraqueza, a fim de que entrem em cena e causem destruição?
Três vezes Dalila pediu a Sansão que revelasse a fonte de sua força. Três vezes Sansão deu-lhe uma resposta mentirosa. Três vezes os filisteus vieram para dominá-lo, mas foram vencidos por ele. No entanto, nesses encontros, não há qualquer menção do Espírito vindo poderosamente sobre Sansão. Por causa do louco flerte de Sansão com o pecado, o Senhor já havia se retirado dele.

Finalmente, Dalila importunou Sansão além de sua capacidade de suportar; ele revelou a verdadeira fonte de sua força. Quando ele dormiu, ela cortou suas longas tranças, e os filisteus vieram e o levaram preso.
Essa história parece bastante fantasiosa, para acreditarmos nela?
Por que, após se tornar óbvio o que Dalila pretendia, Sansão continuou até que ela o viu falando a respeito da fonte de sua força? Por que ele correu tão grande risco? Nisto, percebemos novamente a fragilidade da natureza humana. Isto não é verdade apenas no que se refere a Sansão; também é verdade no diz respeito a todos nós. Ficamos enamorados de coisas que sabemos nos destruirão. Diga-me quantas vezes você foi abrasado pelo pecado e se voltava para ele; eu lhe direi por que Sansão permaneceu conversando com Dalila.

Sansão pagou um terrível preço por sua tolice. Os filisteus lhe vazaram os olhos e puseram-no a virar um moinho, no cárcere. Esta foi a maneira dos filisteus mostrarem que seu deus, Dagom — o deus do grão, havia conquistado a vitória sobre o Deus de Israel. De modo semelhante, quando um filho de Deus cai em pecado, o mundo incrédulo está sempre disposto a regozijar-se com malignidade sobre este filho de Deus e atribuir seu pecado a uma inerente deficiência no cristianismo.
A vitória dos filisteus teve pouca duração. Enquanto Sansão trilhava grão, seu cabelo cresceu e, com ele, o arrependimento. Quando os filisteus trouxeram Sansão a um de seus festivais repleto de bebedice, a força de Sansão retornou ao ponto em que ele foi capaz de derrubar as colunas do edifício, matando a si mesmo e os filisteus.
De que maneira Sansão se envolveu neste embaraço? Como ele perdeu sua força? Reputando as coisas como normais? Sim. Não andando em obediência a Deus? Sim. Procurando ver quão perto ele poderia chegar do fogo e não se queimar? Sim. Todas essas coisas e muito mais contribuíram, mas a resposta final é que ele mesmo tornou-se tão enamorado da cultura dos filisteus, que incorporou e expressou através de Dalila que ele estava cego para as outras coisas.

Não sei que epitáfio a família de Sansão escreveu em seu túmulo, após retirarem seu corpo de entre as ruínas do templo dos filisteus. Porém, sei que poderiam ter escrito: “SEDUZIDO PELA CULTURA QUE, POR DEUS, ELE FOI CHAMADO A INFLUENCIAR”.


Sansão é uma figura muito apropriada da igreja contemporânea. À semelhança dele, fomos chamados a influenciar nossa cultura, para Cristo. Fomos chamados para ser o sal que ameniza a degeneração moral do reino dos homens e a luz que mostra o caminho para o reino de Deus.

Todavia, a cultura que estamos procurando influenciar não é passiva.

Ela tem sua própria doutrina, agenda e pregadores, mostrando-se agressiva e militantemente dedicada em resistir nossa mensagem e pregar a sua.

Muitos de nós fazemos bem, durante certo tempo, em sermos fiéis a Deus, permanecendo contra a agenda deste mundo. Mas o contínuo e sedutor namoro de Dalila começa a minar nossas defesas, e, antes que percebamos o que aconteceu, estamos pensando e conversando de maneira similar a filisteus civilizados, defendendo posturas contrárias à Palavra de Deus.

O poder do cristianismo se encontra na Palavra de Deus, e, quando nos permitimos ser sedutivamente afastados dela, nos achamos, assim como Sansão, roubados de poder e humilhados diante de um mundo escarnecedor. Sansão permanece como um lembrete contínuo de que mesmo o mais forte cairá, se for prostituir-se ao seguir uma cultura pagã. Essa prostituição sempre conduz à falta de poder, à cegueira e à morte. Isto não é a explicação para a cegueira que impede a igreja de ser capaz de discernir entre o verdadeiro e o falso? Isto não explica a morte que impede a igreja de se regozijar na realidade das coisas espirituais?

A figura de Sansão é tão lamentável quanto poderia ser, mas existe também grande consolação nessa história. Em última análise, os filisteus venceram Sansão, não porque eram mais fortes, mas porque ele demonstrou infidelidade. Os cristãos, às vezes, caem na armadilha de pensarem que seu grande inimigo é a cultura ímpia que os assedia. Sem dúvida, a cultura ímpia é um inimigo, mas apenas em sentido secundário. Nosso grande inimigo somos nós mesmos. Se estamos sendo oprimidos hoje, não é porque as crenças e o estilo de vida modernos são mais fortes do que nós, e sim porque temos sido infiéis para com Deus, que nos torna fortes.

Quão profundamente precisamos guardar esta verdade em nossos corações! Nossa vocação é sermos fiéis a Deus! Mas o que dizermos sobre o filho de Deus que já se mostrou infiel para com Ele? O que dizermos sobre o cristão que foi seduzido pelos errôneos dogmas de uma cultura ímpia? Louvado seja Deus, existe outra consolação a recebermos da vida de Sansão! Os cabelos espirituais crescem novamente! O filho de Deus pode ser seduzido pela cultura pagã que o rodeia, mas, por fim, retornará ao Senhor e será renovado. E, assim como Sansão foi vindicado, este filho de Deus também o será. Está chegando o bendito dia em que seremos retirados da cultura que despreza as coisas de Deus e resplandeceremos como as estrelas do firmamento, para sempre. E todo o universo saberá que estávamos certos em andar com Deus.

Editora Fiél

Deus te abençõe sempre

Pastor Marcílio

domingo, 5 de setembro de 2010

UMA PALAVRA AOS NÃO CONVERTIDOS

Charles Haddon Spurgeon


Queridos amigos, observem que em Romanos 10.13 o caminho da salvação é apresentado em termos claríssimos: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Me recordo que vivi esse versículo durante vários meses. Eu anelava por salvação; não conseguia perceber que havia esperança para mim. Pensava que teria de ser lançado fora, que era pecador demais ou intensamente duro de coração, ou muito isso e aquilo, de modo que outros poderiam ser salvos, mas eu não. Porém, quando li este vers ículo, fiz o que lhes peço que façam, eu me agarrei avidamente a esta verdade; ela parecia uma corda sendo atirada a um homem que se afogava. Ela se tornou meu salva-vidas: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Ah! pensei eu, clamo por esse bendito nome, clamarei por esse glorioso nome; se eu perecer, jamais cessarei de invocar este nome sagrado.. Invocar o nome de Deus e conseqüentemente clamar por Ele é isto que salva a alma.

Mas preciso levá-lo a considerar essas palavras em mais detalhes. Existe neste versículo, em primeiro lugar, uma palavra abrangente, muitíssimo abrangente: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo? Todo. Já ouvi que, um homem ao fazer seu testamento, se quer deixar tudo o que possui somente para uma pessoa, digamos sua esposa, se ele apenas o externar, esta é a melhor coisa que ele pode fazer; contudo, é melhor que ele não entre em detalhes e comece a alistar o que está deixando, visto que provavelmente acabará deixando alguma coisa de fora. Ora, a fim de tornar essa vontade bem clara, Deus não entra em qualquer detalhe. Ele apenas diz todo. Isto significa o homem negro, o pele vermelha, o amarelo e o branco. Significa o homem rico, o pobre e o que ainda não é um homem todos, de toda a espécie, de espécie nenhuma ou de todas as espécies juntas. Todo isto inclui a mim, eu tenho certeza; mas tenho igual certeza de que inclui você, que não leu esse artigo antes. É melhor que seja assim, sem detalhes; pois, em caso contrário, alguém poderia ser deixado fora. Freqüentemente penso que, se lessenas Escrituras: Se Charles Haddon Spurgeon invocar o nome do Senhor, será salvo., não me sentiria tão convicto da salvação quanto me sinto agora, pois teria concluído que talvez houvesse outra pessoa com este nome (provavelmente existe) e eu teria dito: Certamente isso não se refere à minha pessoa.; mas, quando o Senhor diz: Todo, não posso estar fora desse grupo. É uma rede grandiosa que parece englobar todos os homens. Todo se eu invocar o nome do Senhor, se você e, também, o homem moribundo que mora aqui perto clamarmos pelo nome do Senhor, todos seremos salvos. Todo que palavra ampla!

Em seguida, que palavra fácil encontramos no texto! . Todo aquele que invocar o nome do Senhor. Qualquer um pode invocar o nome do Senhor. Todos compreendem o que significa olá! Você ainda não usou uma expressão como essa? E, se já esteve angustiado ou em perigo, você não chegou a gritar: Socorro, socorro, socorro? Muito bem, aquele que pode clamar assim clame também ao Senhor, invoque sua ajuda, clame por sua misericórdia, anele por sua compaixão. Se esta pessoa o faz crendo, como nós demonstraremosa você, confiando que Deus ouvirá, ela será salva. Portanto, não há dificuldade neste versículo que exija um doutor em teologia para explicá-lo; a verdade é apresentada claramente em palavras simples: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.. Esta verdade é tão clara quanto o dia. Oh! Se você pudesse enxergá-la e começasse a invocar o nome do Senhor, através de uma oração fervorosa!

Mas há outra palavra neste versículo, uma palavra segura: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Não existe qualquer se ou talvez, mas um glorioso será. O nosso será é insignificante, inconsistente; o será de Deus é tão firme quanto as montanhas eternas. Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. tão certo quanto existe um Deus. O Senhor não cometeu nenhum erro; Ele não revogará sua declaração, porque mudou de idéia. Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Oh! Que muitos invoquem o nome dEle e encontrem salvação imediata, que perdurará por toda a vida e pela eternidade, pois .será salvo envolve um longo tempo, inclusive os tempos eternos que estão por vir.


Fonte:www.editorafiel.com.br

Deus te abençõe sempre

Pr.Marcílio G. Marinho




segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Preferindo a Continuidade à Prática - A Sabedoria do Casamento

Albert Mohler Jr.

Dr. Albert Mohler é o presidente do Southern Baptist Theological Seminary, pertencente à Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos; é pastor, professor, teólogo, autor e conferencista internacional, reconhecido pela revista Times como um dos principais líderes entre o povo evangélico norte-americano. É casado com Mary e tem dois filhos, Katie e Christopher.

É corretamente compreendido que o casamento tem tudo a ver com continuidade. Num mundo de experiências, acontecimentos e compromissos transitórios, o casamento é intransigente. Ele simplesmente é o que é: um compromisso permanente feito por um homem e uma mulher que se comprometem a viver fielmente um para o outro até à separação decorrente da morte.
É isso que faz do casamento o que ele é. A lógica do casamento é fácil de compreender e difícil de subverter, razão pela qual a instituição tem sobrevivido por milênios. O casamento dura por causa de sua condição fundamental. Uma sociedade saudável e ativa literalmente não sobrevive sem ele.
Contudo, a modernidade pode ser vista como uma persistente tentativa de subverter o que é permanente — incluindo o casamento. A idade moderna trouxe o avanço da autonomia individual, o aumento populacional nas cidades, o enfraquecimento de compromissos familiares, o declínio da fé, a trivialidade do divórcio e uma multidão de outros progressos que subvertem o casamento e o compromisso que ele requer.
Adicionado a essa lista, existe o fenômeno da coabitação. O século vinte viu o fenômeno da coabitação tornar-se algo esperado entre muitos, se não entre a maioria, dos jovens adultos. O final do século, com o avanço da intimidade (incluindo a intimidade sexual), era propenso a seguir um curso que partia do “ficar” até a coabitação.
Um estudo novo conduzido pelo Centro Nacional de Estatísticas da Saúde sugere duas descobertas muito importantes: primeiro que, agora, coabitar é o padrão para jovens adultos. Segundo, que coabitar torna o divórcio mais provável após um eventual casamento.
“A coabitação torna-se cada vez mais a primeira união entre jovens adultos que moram juntos.” diz o estudo. Os fatos parecem atemorizantes. A porcentagem de mulheres na faixa de 30 anos que relataram ter coabitado passa de 60 por cento — o dobro em relação aos últimos quinze anos.
San Roberts documentou no The New York Times o aumento da coabitação entre os jovens. Ele mencionou Pamela J. Smock, da Universidade do Centro de Estudos da População de Michigan. “Da perspectiva de muitos jovens adultos, casar antes de viver junto com a outra pessoa parece tolice”, ela explica.
Isso retrata a nova lógica perfeitamente — que seria tolice casar sem coabitar primeiro. Como sabemos se fomos realmente feitos um para o outro? Como podemos avaliar a compatibilidade sem a experiência de viver juntos?
Essa lógica faz perfeito sentido numa sociedade crescentemente sexualizada, secularizada e “liberada” das expectativas do passado.
Reagindo às descobertas da pesquisa, a professora Kelly A. Musick, da Universidade Cornell afirmou: “As descrições sugerem para mim que a coabitação ainda é um caminho em direção ao casamento para muitos que concluem um curso universitário, enquanto que, em si, parece ser um fim para mulheres menos educadas.” O estudo confirmou a afirmação dela: “A coabitação torna-se cada vez mais a primeira união entre jovens adultos que moram juntos... Como resultado da crescente prevalência da coabitação, também tem aumentado o número de crianças cujos pais moram juntos, mas não são casados.”
Entretanto, conforme sugere esse novo estudo, a coabitação antes do casamento não leva a uma união mais forte e duradoura. Em vez disso, a experiência de coabitar enfraquece a união. Como Roberts relatou: “O estudo descobriu que a probabilidade de um casamento durar uma década ou mais é seis por cento menor se o casal viveu junto antes.”
Pamela Smock argumenta que as pessoas não darão ouvidos à pesquisa. “Só porque alguns estudos acadêmicos têm mostrado que viver juntos pode, de alguma forma, aumentar a chance de divórcio, os próprios jovens não acreditam nisso.”
Isso pode ser verdade, e certamente retrata o espírito da época. A experiência de coabitar simplesmente faz sentido para muitos jovens adultos. A lógica deles é que o casamento trata-se de algo que acontece depois que um relacionamento se torna íntimo sexualmente e é considerado satisfatório — não antes.
Eles não sabem que, na verdade, estão desfazendo o casamento. Falham em compreender a lógica central do casamento como uma instituição de continuidade. Falham em compreender a sabedoria essencial do casamento — que o compromisso deve vir antes da intimidade, que os votos devem vir antes do viver compartilhado, que a sabedoria do casamento está antes em sua continuidade e não em sua prática.
A coabitação enfraquece o casamento — porque um compromisso temporário e transitório sempre enfraquece um compromisso permanente. Depois que um casal vive junto, existindo a evidente possibilidade de separação, tal possibilidade sempre permanece, nunca cessa.
Essa pesquisa pode não alterar os planos de muitos jovens casais que provavelmente não a lerão, e que muito menos serão por ela advertidos. Entretanto, ela confirma o que torna o casamento o que ele é, e o que o enfraquece e destrói enquanto uma instituição.
É claro que partindo de uma perspectiva cristã, há mais a ser considerado. Somos lembrados do casamento como um dom e uma expectativa de Deus, e da bondade divina nessa instituição. Também somos lembrados que é nosso Criador que sabe da nossa necessidade de continuidade antes da prática, e não nós mesmos. Precisamos de casamento.


--------------------------------------------------------------------------------
Traduzido por: Ana Paula Eusébio Pereira
Copyright© R. Albert Mohler Jr.
Traduzido do original em inglês: Permanance before experience – the wisdom of marriage.

extraído do blog: www.albertmohler.com
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.


Postado por Pr. Marcílio G. Marinho

Perseverança, Experiência, Esperança

 Perseverança, Experiência, Esperança  Por Pr. Marcílio Gomes Marinho "E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribu...