quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Por que o justo sofre?





R. C. Sproul

No âmago da mensagem do livro de Jó, acha-se a sabedoria que responde à questão a respeito de como Deus se envolve no problema do sofrimento humano. Em cada geração, surgem protestos, dizendo: “Se Deus é bom, não deveria haver dor, sofrimento e morte neste mundo”.
Com este protesto contra as coisas ruins que acontecem a pessoas boas, tem havido tentativas de criar um meio de calcular o sofrimento, pelo qual se pressupõe que o limite da aflição de uma pessoa é diretamente proporcional ao grau de culpa que ela possui ou pecados que comete.
No livro de Jó, o personagem é descrito como um homem justo; de fato, o mais justo que havia em toda a terra. Mas Satanás afirma que esse homem é justo somente porque recebe bênçãos de Deus. Deus o cercou e o abençoou acima de todos os mortais; e, como resultado disso, Satanás acusa Jó de servir a Deus somente por causa da generosa compensação que recebe de seu Criador.
Da parte do Maligno, surge o desafio para que Deus remova a proteção e veja que Jó começará a amaldiçoá-Lo. À medida que a história se desenrola, os sofrimentos de Jó aumentam rapidamente, de mal a pior. Seus sofrimentos se tornam tão intensos, que ele se vê assentado em cinzas, amaldiçoando o dia de seu nascimento e clamando com dores incessantes. O seu sofrimento é tão profundo, que até sua esposa o aconselha a amaldiçoar a Deus, para que morresse e ficasse livre de sua agonia. Na continuação da história, desdobram-se os conselhos que os amigos de Jó lhe deram — Elifaz, Bildade e Zofar. O testemunho deles mostra quão vazia e superficial era a sua lealdade a Jó e quão presunçosos eles eram em presumir que o sofrimento indescritível de Jó tinha de fundamentar-se numa degeneração radical do seu caráter.
Eliú fez discursos que traziam consigo alguns elementos da sabedoria bíblica. Todavia, a sabedoria final encontrada neste livro não provém dos amigos de Jó, nem de Eliú, e sim do próprio Deus. Quando Jó exige uma resposta de Deus, Este lhe responde com esta repreensão: “Quem é este que escurece os meus desígnios com palavras sem conhecimento? Cinge, pois, os lombos como homem, pois eu te perguntarei, e tu me farás saber” (Jó 38.2, 3). O que resulta desta repreensão é o mais vigoroso questionamento já feito pelo Criador a um ser humano. A princípio, pode parecer que Deus estava pressionando Jó, visto que Ele diz: “Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra?” (v. 4) Deus levanta uma pergunta após outra e, com suas perguntas, reitera a inferioridade e subordinação de Jó. Deus continua a fazer perguntas a respeito da habilidade de Jó em fazer coisas que lhe eram impossíveis, mas que Ele podia fazer. Por último, Jó confessa que isso era maravilhoso demais. Ele disse: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (42.5-6).
Neste drama, é digno observar que Deus não fala diretamente a Jó. Ele não diz: “Jó, a razão por que você está sofrendo é esta ou aquela”. Pelo contrário, no mistério deste profundo sofrimento, Deus responde a Jó revelando-se a Si mesmo. Esta é a sabedoria que responde à questão do sofrimento — a resposta não é por que tenho de sofrer deste modo particular, nesta época e circunstância específicas, e sim em que repousa a minha esperança em meio ao sofrimento. A resposta a essa questão provém claramente da sabedoria do livro de Jó: o temor do Senhor, o respeito e a reverência diante de Deus, é o princípio da sabedoria. Quando estamos desnorteados e confusos por coisas que não entendemos neste mundo, não devemos buscar respostas específicas para questões específicas, e sim buscar conhecer a Deus em sua santidade, em sua justiça e em sua misericórdia. Esta é a sabedoria de Deus que se acha no livro de Jó.

Fonte:Editora Fiél

Deus te abençõe sempre

Pr. Marcílio

sábado, 13 de agosto de 2011

HOJE ACORDEI COM SAUDADE DE MEU PAI






O que o filho pensa do pai.

Aos 4 anos:
Meu pai pode fazer tudo.

Aos 5 anos:
Meu pai sabe muitas coisas.


Aos 6 anos:
Meu pai é mais esperto do que o seu pai.


Aos 8 anos:
Meu pai não sabe exatamente tudo.


Aos 10 anos:
No tempo antigo, quando o meu pai foi criado, as coisas eram muito diferentes.


Aos 12 anos:
Ah, é claro que o papai não sabe nada sobre isso. É muito velho para se lembrar da sua infância.


Aos 14 anos:
Não ligue para o que meu pai diz. Ele é tão antiquado!


Aos 21 anos:
Ele? Meu Deus, ele está totalmente desatualizado!


Aos 25 anos:
Meu pai entende um pouco disso, mas pudera! É tão velho!


Aos 30 anos:
Talvez devêssemos pedir a opinião do papai. Afinal de contas, ele tem muita experiência.


Aos 35 anos:
Não vou fazer coisa alguma antes de falar com o papai.


Aos 40 anos:

Eu me pergunto como o papai teria lidado com isso. Ele tem tanto bom senso, e tanta experiência!


Aos 50 anos:
Eu daria tudo para que o papai estivesse aqui agora e eu pudesse falar com ele sobre isso. É uma pena que eu não tivesse percebido o quanto era inteligente. Teria aprendido muito com ele.


terça-feira, 26 de julho de 2011

"AS TELENOVELAS MOLDARAM O BRASIL"

Republicado por: Pr.Marcílio Gomes Marinho

O economista do Banco Interamericano de Desenvolvimento(BID) afirma que a novela ajudou o país a aceitar o divórcio e a criar famílias menores.Por "Marta Mendonça"
Qual o verdadeiro impacto das telenovelas nos lares brasileiros? Segundo dois estudos recentes do BID, as tramas exibidas na TV nos últimos 40 anos vêm moldando as famílias em pelo menos dois aspectos: menos filhos e mais divórcios. As pesquisas, coordenadas pelo economista Alberto Chong, analisaram o conteúdo de 115 novelas transmitidas pela TV Globo entre 1965 e 1999 nos horários das 19 horas e das 20 horas. Nessa amostragem, 62% das principais personagens femininas não tinham filhos e 26% delas eram infiéis a seus parceiros - o que suavisou o tabu do adultério. Para Chong, a telenovela é também canal de difusão de programas socias.
Época De que forma as telenovelas influenciaram a sociedade brasileira?
Alberto Chong Durante o período da ditadura, os autores já viam nas novelas a oportunidade de lutar contra o sistema, apresentando novas idéias e valores. Há, de forma recorrente, a crítica à religião, ao machismo e ao consumo de luxo e a idéia de que a riqueza e o poder fazem felicidade. A família está no centro dessas transformações. As novelas são um instrumento muito poderoso na formação de um modelo bastante específico de família: branca, saudável, urbana, bonita, consumista - e pequena.

Época Vem daí a explicação para a influência das novelas na queda da taxa de fertilidade?
Chong Sim. A família pequena é uma imposição da produção, que tem limitações de elenco. Para que a história aconteça, são necessários pelo menos cinco ou seis núcleos. Então nenhum pode ser grande demais. Por um tempo essa família tão reduzida era irreal. Com o tempo, porém, a repetida exposição desse perfil influenciou fortemente na preferência por menos filhos e pelo custo financeiro mais baixo dessa escolha. Ao longo dos anos, essa queda na taxa de fertilidade foi caindo mais em áreas alcançadas pela televisão do que em áreas que não recebiam o sinal.

Época As mulheres são o público principal das novelas. Elas são mais influenciáveis por esse tipo de conteúdo?
Chong Uma das idéias mais disseminadas pelas novelas, em todos os tempos, é certamente, a emancipação feminina, junto com a entrada da mulher no mercado de trabalho. A busca do amor e do prazer pelas personagens femininas, também é uma constante em qualquer trama, mesmo que ela tenha de cometer adultério, o que também é comum nas histórias.

Época No Brasil de acordo com o IBGE, vem das mulheres a maior parte dos pedidos de divórcio. Quanto as novelas contribuem para isso?
Chong Estudar o Brasil sob esse ponto de vista é interessante, porque os casos de divórcio aumentaram dramaticamente nas últimas três décadas. Estima-se que as taxas aumentaram de 3,3 em cada cem casamentos em 1984, para 17,7 em 2002, mais do que em qualquer outro país latino-americano. Nosso estudo avança na hipótese de que os valores da televisão, mais precisamente das novelas, contribuíram de fato para esse aumento, principalmente a partir do momento em que no Brasil há um alcance desse tipo de programa como em nenhum outro país. A novela é , de longe, a maior atração da TV e é veiculada pela Rede Globo, que tem mantido um domínio quase absoluto do setor por cerca de três décadas. Percebemos que, quando a protagonista de uma novela era divorciada ou não era casada, a taxa de divórcio aumentava, em média, 0,1 ponto percentual.

Época A padronização dos valores, de comportamento e idéias que a televisão introduz é negativa?Chong É uma questão de perpectivas. As novelas, em especial da TV Globo, impõem um estilo de vida moderno e urbano que diminui as taxas de fertilidade e aumentou as de divórcio. Isso pode ser visto de forma positiva por um grupo e de forma negativa por outro. "uma das idéias mais disseminadas pelas novelas é a emancipação feminina, junto com a entrada da mulher no mercado de trabalho "

Época Pode-se dizer que, no Brasil, a novela é o melhor canal para difusão de idéias sociais?
Chong Sim, acredito que seja o mais eficaz. Por isso esses estudos são tão importantes para os países em desenvolvimento. Nas sociedades em que a alfabetização é relativamente baixa e a leitura dos jornais é limitada, a televisão desempenha um papel crucial na circulação das idéias. A televisão tem influência enorme em países como oBrasil, onde ainda há forte tradição oral. Nosso trabalho sugere que os programas orientados para a cultura da população local tem o potêncial de atingir uma grande quantidade de pessoas com muito baixo custo, e portanto, poderiam ser usados por políticos para trasmitir mensagens socias e econômicas importantes - sobre aids, educação, direitos das minorias etc. Estudos recentes feitos por psicólogos socias, realçam o papel dos meios de comunicação, rádio e telenovelas em particular, como na formação das mais variadas políticas de desenvolvimento e deve ser aproveitado.
Alberto Chong
Quem é
Economista nascido em Lima, no Peru. Tem 45 anos e mora em Washington, nos Estados Unidos
O que fez
Desde 2000, trabalha como pesquisador do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)
O que publicou
As pesquisas Novelas e fertilidade: evidências do Brasil , com Suzanne Duryea,do BID; e Televisão e divórcio: evidências de novelas brasileiras, em parceria com Eliana Ferrara, economista da Bocconi University

Fonte da entrevista : revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI26593-15228,00.html

É de admirar ao ver uma entrevista secular nos chamando a atenção para o perigo das más influências. Vemos as telenovelas brasileiras invadindo lares, distorcendo valores, denegrindo famílias inteiras, atrasando culturas com atrofiamentos mentais desapercebidos de muitos. Lembrando bem que o Apóstolo Paulo da parte de Deus escreve aos cristãos em Roma, advertindo-os a não se conformar com este século mas transformar pela renovação da mente, que só é possível pelo Espírito Santo. Não está na TV muito menos nas telenovelas os padrões morais e de crescimento qualitativo a serem seguidos, não se pode perder tempo com esse tipo de degradação mental, onde a família acaba ficando de lado. E o que a maioria dos programas de TV tem ensinado às pessoas é o humanismo secular que afirma que o mais importante vem do homem e não de Deus, que nas telenovelas, atores sem Deus, que muitas vezes zombam do criador, são modelos apropriados a serem seguidos. A visão bíblica do casamento e do divórcio é ultrapassada e deve ser rejeitada.
É ensinado pelas telenovelas que sexo fora do casamento não é pecado e muitos estão se enveredando como se tudo fosse normal, e que o aborto, não há nada de mais pois ainda não nasceu, vendendo barato a pornografia, sensualidade como entretenimento agradável e aceitável. Nas telenovelas brasileiras é levada a imagem de que o prazer deve ser encontrado nas relações sexuais ilícitas "O proibido é melhor" , mas a bíblia no livro de provérbios 9 : 17 e 18 diz : "As águas roubadas são doces, e o pão comido às ocultas é suave, mas não sabe que ali estão os mortos; que os seus convidados estão nas profundezas do inferno". Nas telenovelas brasileiras é mostrado a virgindade como vergonha, e para ser atraente é necessário a sensualidade.
Para essa cultura é colocado os padrões tradicionais de moralidade e principalmente os bíblicos em desprezo. É ensinado que não há certo e nem errado sobre valores e moral humana. nas telenovelas brasileiras valem tudo, e a bíblia, a palavra de Deus, diz: " Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem chamam mal: que fazem da escuridade luz, e da luz escuridade; e fazem do amargo doce, e do doce amargo" Isaías 5:20. Enfim, nas telenovelas brasileiras não é ensinado nada sobre a palavra de Deus, e lamentavelmente muitos são os que até mesmo trocam o tempo de está em uma igreja por assistir esse degradante entretenimento. Não podemos de forma alguma aceitar que tais comportamentos que muitas vezes é defendidos como "CULTURA" venham mudar nossa vida com Deus ainda que uma nação inteira venha mudar. Jamais negociar princípios vindos de Deus pela sua palavra já revelada. Que Deus tenha misericórdia, gerando nos corações arrependimento e desejo de congregar no templo, enfraquecendo assim essa cultura diabólica que tem até mesmo destruído ,famílias inteiras.



"Melhor é está a porta da casa do meu Deus..."Salmos 84:10


Pastor Marcílio G. Marinho









quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O TEÓLOGO DO AVIVAMENTO

Erroll Hulse

Assim como Martinho Lutero permanece como o marco de uma nova época na História da Igreja, assim também Jonathan Edwards permanece como o limiar de um novo mundo evangélico, caracterizado por avivamentos. Entre Lutero e Edwards encontra-se John Owen, o Príncipe dos Puritanos, que representa três gerações de puritanos ingleses, que desdobraram a fé reformada em uma admirável combinação de doutrina, experiência e prática. Seguindo essa tradição, mas enfrentando diferentes pressões, Jonathan Edwards escreveu o clássico Religious Affections (Afeições Religiosas), no qual ele mostrou o que constitui e o que não constitui os elementos da conversão autêntica.

Jonathan Edwards ministrou como pastor em uma nação jovem que estava em desenvolvimento. Ele trabalhou arduamente nas fronteiras de perigo e conflito constantes, entre os índios, franceses, católicos e protestantes ingleses. Edwards foi um pensador arguto e um filósofo cristão que viveu no clímax do conflito espiritual contra o deísmo e o racionalismo. B. B. Warfield o descreveu como uma figura de verdadeira grandeza na vida intelectual da América colonial.1



O Teólogo do Avivamento
Jonathan Edwards foi o mais perspicaz dos primeiros filósofos da América, o mais brilhante e original de todos os teólogos da América. De modo contrário a George Whitefield, que pregava de improviso e, conforme os seus contemporâneos, nunca titubeava, Edwards escrevia todos os seus sermões; e, se tivesse de pregar utilizando breves anotações, teria dificuldade em fazê-lo. Até hoje o seu sermão Pecadores nas Mãos de um Deus Irado é um dos mais famosos na América.

Os batistas são fascinados pelo esforço de Edwards em direção a uma igreja pura, evidenciado na controvérsia sobre a Ceia do Senhor (Aliança Parcial), que foi uma das causas de sua demissão de Northampton, em 1750. Alguns são fascinados pelas obras-primas de Edwards, Freedom of the Will (Liberdade da Vontade) e The Nature of True Virtue (A Natureza da Verdadeira Virtude).

Embora estes assuntos sejam importantes, meu ponto de vista é que as principais contribuições de Edwards para a Igreja de Cristo, em todos os lugares, são os seus pensamentos e os seus livros sobre avivamento. Ele é digno do título “O Teólogo do Avivamento”. Os puritanos ingleses nunca utilizaram a palavra avivamento, embora a teologia deles fosse tendente ao avivamento.

Meu propósito é delinear o progresso do interesse e dos escritos de Edwards sobre avivamento.

Em 1734/35, um poderoso avivamento espiritual sobreveio a Northampton. Edwards o descreveu em um livro intitulado A Narrative of Surprising Conversions (Uma Narrativa de Conversões Surpreendentes).As definições de avivamento são diversas. A descrição de Edwards é, em si mesma, uma definição.

Nos últimos dias de dezembro de 1734, o Espírito de Deus começou a agir de modo extraordinário e a operar maravilhosamente entre nós. E houve, inesperadamente, cinco ou seis pessoas que, de acordo com todas as aparências, foram convertidas para a salvação, uma após outra... Nas primeiras semanas de 1735, uma preocupação sincera a respeito das grandes coisas do cristianismo e do mundo eterno envolveu, de modo abrangente, todas as pessoas de todas as idades e posições, bem como de todos os lugares da cidade. Todas as outras conversas, exceto as conversas sobre as coisas eternas e espirituais, eram logo deixadas de lado. Todas as conversas, em todos os lugares, entre todas as pessoas, em todas as ocasiões, se referiam apenas a estas coisas, a menos que fosse necessário as pessoas realizarem suas atividades seculares... As mentes das pessoas estavam admiravelmente desprendidas deste mundo, que, entre nós, era considerado algo de pouca importância. Tal mudança de convicção produziu rapidamente uma diferença visível na vida da cidade.

A maior de todas as mudanças ocorreu no próprio templo da igreja. Naquele tempo, as nossas reuniões eram lindas: a igreja se mostrava viva na adoração a Deus; todos estavam sinceramente atentos na adoração pública; todos os ouvintes anelavam ouvir as palavras do pastor, conforme estas saíam de seus lábios; a congregação geralmente derramava lágrimas, quando a Palavra de Deus era pregada. Alguns choravam de tristeza e consternação; outros, de alegria e amor; outros, de piedade e compaixão pelas almas de seus vizinhos.

Em 1739, com 36 anos de idade, Edwards pregou uma extensa série de sermões na qual ele examinou toda a história da raça humana, desde a Criação até à segunda vinda de Cristo. Esta série de sermões foi publicada como A History of the Work of Redemption (Uma História da Obra de Redenção). Edwards antecipava que através de derramamentos do Espírito Santo todos os inimigos de Cristo serão finalmente derrotados, em especial o Anti-cristo (que Edwards, assim como todos os reformadores e puritanos ingleses, considerava ser o papado) e o falso profeta. De acordo com Romanos 11, Edwards acreditava que os judeus serão convertidos e que isso será o prenúncio de um crescimento massivo da Igreja, em todo o mundo. O evangelho será, então, pregado com mais clareza e será mais eficaz em sua aplicação, levando à paz. Distorções do evangelho serão removidas, e as seitas, reduzidas a nada. Tudo isto será realizado não por príncipes, ou seja, não por poderes humanos ou líderes políticos, e sim por intermédio do Espírito Santo, utilizando os meios da graça (Zacarias 4.6). Toda a Criação, argumentava Edwards, é apenas o palco da grande obra de redenção. Todas as coisas trabalham juntas em direção ao objetivo de tudo, que é a glória do Deus Triúno, na redenção e na formação da nova terra e dos novos céus.

O avivamento ocorrido em Northampton, que se espalhou por outras cidades, inspirou aquela série de sermões. Ora, um avivamento ainda mais abrangente sobreveio à Nova Inglaterra. Em 1740/41, o Grande Despertamento “irrompeu nas igrejas dormentes da Nova Inglaterra, como um trovão e relâmpago surgindo de um céu límpido”. De modo diferente de 1735, este avivamento alcançou todo o país. O principal instrumento deste aviva-mento foi George Whitefield, que tinha apenas 25 anos de idade. O caráter deste avivamento pode ser vislumbrado nas palavras seguintes.

O agricultor Natan Cole relatou sua experiência. Ele estava trabalhando quando um vizinho lhe contou que George Whitefield estava chegando.

Eu estava trabalhando em minha lavoura. Trouxe as ferramentas e o arado para casa, ordenei à esposa que se aprontasse para ouvirmos o Sr. Whitefield, em Middletown. Corri com todas as minhas forças para apanhar o cavalo no pasto, temendo que chegaria atrasado para ouvir o Sr. Whitefield. Trouxe o cavalo até a casa, montei rapidamente, bem como a minha esposa, e fomos com tanta rapidez quanto o cavalo podia agüentar... Eu desceria, correria e diria à esposa que cavalgasse tão rápido quanto pudesse; e correria... até que ficasse quase sem fôlego... fiz isso várias vezes, para favorecer o cavalo, pois tínhamos quase 19 quilômetros para percorrer em pouco mais do que uma hora. Em terras mais altas, vi diante de mim uma nuvem ou nevoeiro surgindo e ouvi um barulho semelhante ao estrondo de cascos de cavalos vindo pela estrada... Quando cheguei a 100 metros da estrada, pude ver uma torrente de cavalos, com seus cavaleiros... Chegamos até eles, e não ouvi nenhum homem falando palavra alguma, durante todo o caminho. Todos seguiam com grande pressa; e, quando chegamos à velha casa de reuniões, ali havia uma grande multidão — disseram que três ou quatro mil pessoas estavam reunidas. Descemos de nossos cavalos e sacudimos a poeira, e os pastores estavam vindo à casa de reuniões. Virei-me, olhei em direção ao grande rio e vi barcos navegando rapidamente, para lá e para cá, trazendo grande número de pessoas, que pareciam lutar pela vida. Em um raio de 19 quilômetros, não vi ninguém trabalhando nos campos.

Nos lugares em que George Whitefield pregava na Nova Inglaterra, o Espírito Santo era derramado e grandes multidões se reuniam. Em determinado lugar, 25.000 pessoas se reuniram para ouvir Whitefield. Este número representa a maior concentração de pessoas daquela época.

Jonathan Edwards defendia, em especial, o avivamento, resguardando-o dos seus críticos. Em 1746, depois de pregar uma série de sermões sobre este assunto e depois de muita revisão, ele publicou o seu Treatise on Religious Affections (Tratado sobre Afeições Religiosas), que é o seu livro mais lido.

Em 1747, ele publicou um tratado sobre Zacarias 8.20-22, que saiu da imprensa com o longo e descritivo título

Uma Tentativa Humilde de Promover Harmonia Explícita e União Visível do Povo de Deus na Oração Extraordinária, em Favor do Avivamento do Cristianismo e do Avanço do Reino de Cristo na Terra, conforme as Escrituras — Promessas e Profecias Sobre os Últimos Dias.

Este livro, de 180 páginas, formato pequeno e acabamento em brochura, foi enviado pelos correios a John Erskine (1721-1803), na Escócia. Nesse tempo, John Ryland Jr. estava se correspondendo com Erskine; e foi através deste que Jonhn Ryland Jr. recebeu uma cópia de Uma Tentativa Humilde. John Ryland compartilhou o tratado com John Sutcliff (1752-1814). O interesse se espalhou, e foram organizadas reuniões de oração mensais suplicando avivamento. A oração especial em favor de avivamento se espalhou por todas as denominações. A atividade de intercessão foi o início de uma época notável de despertamento espiritual nas ilhas britânicas. Também é digno de nota o fato de que esse tempo de oração especialmente intercessória marca o início do Grande Despertamento Missionário, no qual William Carey foi o pioneiro.

O que serviu de excepcional encorajamento para Edwards foi a entrada de David Brainerd em sua vida —um assunto sobre o qual se expressou mais tarde. Em uma terça-feira, 28 de maio de 1747 (na época em que Edwards preparava-se para a publicação de um tratado que convocava os crentes a um pacto de oração), David Brainerd entrou no jardim da casa pastoral, em Northampton. Edwards, cujos pensamentos estavam engajados na visão de uma obra missionária de alcance mundial, havia se encontrado com Brainerd apenas uma vez. Agora, por meio de um contato mais achegado, eles conversariam mais profundamente sobre a experiência de trabalhar entre os índios e, em particular, sobre um conhecimento detalhado do despertamento espiritual entre eles. A história de David Brainerd nos comove profundamente: suas lutas com a total depravação e rejeição do evangelho por parte dos índios, seu desespero íntimo por causa dessa rejeição e, acima de tudo, sua piedade transparente.

Embora limitado em vigor físico, Brainerd se entregou, de modo incansável e sacrificial, aos índios entre os quais ele testemunharia um maravilhoso despertamento espiritual. Ele morreu de tuberculose, na casa de Edwards, com a idade de 29 anos, deixando seu diário na posse de Edwards. Este diário constituiu a base de sua biografia, escrita por Jonathan Edwards, que, no devido tempo, se tornou seu livro mais popular. Este livro foi reconhecido como a primeira biografia de um missionário impressa nos Estados Unidos e causou grande impacto na causa de missões, mais do que qualquer outro livro. Foi o avivamento entre os índios que deu poder à biografia de Brainerd e que tanto nos prende o interesse.

James I. Packer, em uma palestra apresentada na Conferência Puritana de Londres, em 1961, resumiu de modo proveitoso o ensino de Edwards sobre o avivamento, empregando três tópicos:

1. O avivamento é uma obra extraordinária de Deus, o Espírito Santo, revigorando e propagando a piedade cristã em uma comunidade.

O avivamento é uma obra extraordinária porque marca uma reversão abrupta de uma tendência arraigada e um estado de coisas entre aqueles que professam ser o povo de Deus. Contemplar Deus revigorando sua igreja significa pressupor que a igreja estivera, anteriormente, moribunda e se tornara dormente.

2. Os avivamentos têm um lugar central nos propósitos revelados de Deus.

“O objetivo de Deus em criar o mundo”, declarou Jonathan Edwards, “era preparar um reino para o seu Filho (pois Ele foi designado o herdeiro do mundo)”. Este objetivo tem de se cumprir, primeiramente por intermédio da realização da obra redentora da parte de Cristo, no Calvário; depois, por intermédio do triunfo do seu reino. “Todas as dispensações da providência divina, desde a ascensão de Cristo até à consumação final de todas as coisas, têm o propósito de outorgar a Cristo a sua recompensa e cumprir seu objetivo naquilo que Ele fez e sofreu na terra.” Um domínio universal está prometido a Cristo e, nesse ínterim, antes da consumação final, o Pai implementa esta promessa, em parte, por meio de derramamentos sucessivos do Espírito, os quais comprovam a realidade do reino de Cristo para um mundo céptico e servem para estender seus limites entre seus antigos inimigos.

3. Os avivamentos são as mais gloriosas obras de Deus no mundo.

Edwards insistia nisto, para envergonhar todos aqueles que não professavam qualquer interesse no avivamento divino que sobreviera à Nova Inglaterra e insinuavam, por sua atitude, que a mente de um crente deveria se ocupar mais proveitosamente com outros assuntos.

“Em sua natureza e realização, esta obra é a mais gloriosa de qualquer das obras de Deus” — Edwards protestou. “É a obra da redenção (o grande objetivo de todas as outras obras de Deus e da qual a obra de criação foi apenas uma sombra). É a obra da nova criação, que é infinitamente mais gloriosa do que a velha criação. Ouso dizer que a obra de Deus na conversão de uma alma... é uma obra mais gloriosa do que a criação de todo o universo material.”

Conclusão
A igreja universal possui dimensões tão amplas, que não sabemos quantos dos seus membros sentem este mesmo fardo de Jonathan Edwards. O Espírito Santo é o Espírito de graça e de súplicas. Ele impulsiona o seu povo a orar. A intercessão é quase sempre o precursor de um avivamento espiritual. É impossível pensarmos em qualquer outra maneira pela qual o mundo será ganho para Cristo.


Fonte:www.editorafiel.com.br



Deus te abençõe sempre



Pastor Marcílio

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

99 Balões

"...os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais iam sendo dia a dia formadas, quando ainda nenhuma delas havia".Sl.139.16

fonte : Práxis Cristã via canto do jo
http://cantodojo.blogspot.com/

Deus abençõe você sempre

Pr.Marcílio

Perseverança, Experiência, Esperança

 Perseverança, Experiência, Esperança  Por Pr. Marcílio Gomes Marinho "E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribu...