sábado, 13 de junho de 2015

ADORE COMO UM SÓ CORPO



O salmista declara: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do SENHOR” (Salmo 122:1, ênfase do autor). As distrações do mundo, a teologia incorreta ou o pecado que habita em nós podem nos levar a perder de vista o motivo pelo qual devemos estar alegres por nos reunirmos no Dia do Senhor. Podemos até começar a pensar que as devoções particulares são um substituto adequado, se não superior, às reuniões com a igreja.
Obviamente, tanto a adoração particular como a do Corpo são vitais para o nosso relacionamento com Deus. No entanto, há razões pelas quais o escritor de Hebreus nos advertiu para não seguirmos “o costume de alguns” de negligenciar o reunir-se com o corpo (Hebreus 10:25). Eis aqui oito razões:
A obediência à Palavra de Deus
Enquanto Hebreus 10:25 afirma diretamente que não devemos deixar de nos reunir como igreja, o uso repetido da frase “quando vocês se reúnem”, por Paulo, em 1 Coríntios 11 e 14 indica que os coríntios estavam se reunindo regularmente. Ele refere-se com frequência à igreja como a casa deste ou daquele, e podemos supor que ele não se referia à “igreja” como estrutura física, mas sim às pessoas que se reuniam regularmente naquela casa.
O Espírito que trabalha por meio de outros
Devemos ser capazes de encorajarmos uns aos outros no Senhor através do estudo bíblico, oração e louvor. Mas Deus também ordena que o fortalecimento venha através de outras pessoas. “Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós” (1 Coríntios 12:21). Ninguém tem todos os dons. Deus não pode edificar-me através de dons como a pregação, o encorajamento, a compaixão, a liderança e a fé a menos que eu esteja em comunhão com os irmãos para experimentar esses dons.
Servindo em Ação e Atitude
Quando eu louvo a Deus através da música, oro ou leio a Bíblia sozinho, eu abençoo a mim mesmo. Quando faço essas coisas com os outros, eu posso ser um canal da multiforme graça de Deus para eles (1 Pedro 4:10). Meu semblante e envolvimento cheio de entusiasmo, bem como o desenvolvimento de meus dons espirituais, são todas maneiras pelas quais eu posso demonstrar às pessoas a dignidade do Deus que adoramos. Colossenses 3:16 nos diz que cantar é uma das maneiras de ensinarmos e aconselharmos uns aos outros. Isso requer mais do que cantar comigo mesmo com o meu iPod.
Manifestações da Presença de Deus
Enquanto tentava equilibrar a preferência dos coríntios por certos dons espirituais, Paulo observou como esses dons podem despertar um incrédulo para a presença de Deus. David Peterson escreveu: “O texto de 1 Coríntios. 14:24-25 sugere que Deus está presente de um modo distinto na reunião cristã através de sua palavra e da operação do seu Espírito” (Engaging with God, [Envolvendo-se com Deus], página 196). Sem fazer dos encontros experimentais com Deus o nosso principal objetivo, devemos esperar que Ele nos torne mais conscientes da sua presença quando nos reunimos como igreja.
A Voz de Deus através da Pregação
A tecnologia atual nos permite ouvir sermões que perdemos ou mensagens de igrejas que nós nem sequer frequentamos. Mas quando a igreja se reúne em um mesmo lugar e ao mesmo tempo para ouvir, com expectativas, a Palavra de Deus ser proclamada, é um evento único. O próprio Deus se dirige a nós como o seu povo. O Espírito trabalha em nossos corações para nos convencer, confortar, iluminar e exortar. Ouvimos a voz de Deus através de um porta-voz humano e somos transformados.
Demonstrando Unidade no Evangelho
Ser um em Cristo é mais do que reunir-se regularmente no mesmo local, mas também não é menos do que isso. Cantar canções, recitar credos e ler as Escrituras juntos são formas de declarar a mim mesmo e aos outros que eu faço parte de um templo santo, e que não sou apenas um tijolo aleatório ou uma pedra solta (Efésios 2:19-22). “A proclamação cristã pode tornar o evangelho audível, mas os cristãos que vivem juntos em congregações locais tornam o evangelho visível (ler João 13:34-35)” (Mark Dever, The Church: The Gospel Made Visible, [A Igreja: o evangelho visível], página xi).
Morrer para Si
Vamos admitir—é mais fácil adorar a Deus sozinho do que com os outros. As reuniões na Igreja apresentam muitas implicações, tais como espaço insuficiente do estacionamento, pessoas que tomam meu lugar, vozes irritantes, músicas que eu não gosto e pessoas com problemas. No entanto, essas reuniões são oportunidades ideais para cultivarmos a atitude humilde de Cristo (Filipenses 2:1-5) e morrermos para nós mesmos.
Prenúncios do Céu
Quer saber como será no céu? Vá à igreja. O canto pode não ser tão excelente, os números podem ser drasticamente reduzidos e as pessoas podem vir todas da mesma etnia. Mas Hebreus 12 diz que já chegamos “à Jerusalém celestial, e aos milhares de milhares de anjos em alegre reunião, à igreja dos primogênitos, cujos nomes estão escritos nos céus, e a Deus, juiz de todos os homens, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados, e a Jesus, mediador de uma nova aliança” (versículos 22-24). Jesus nos trouxe para perto do Pai através da sua obra expiatória consumada no Calvário. Podemos nos aproximar com ousadia ao trono da graça com o seu povo (Hebreus 10:19-22). Isso é o céu.
Portanto, da próxima vez que você for tentado a pensar que faltar uma reunião de domingo não causará dano, lembre-se de que você estará ausente. E agradeça a Deus por ter o privilégio e a liberdade de desfrutar a adoração coletiva com o corpo de Cristo a cada semana.
Fonte: Ministério Fiél

sexta-feira, 17 de abril de 2015

ABRIL - MÊS DE MISSÕES ESTADUAIS

CONVENÇÃO BATISTA NACIONAL/MG
MISSÕES ESTADUAIS

Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?
E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas.

Romanos 10:13-15

M
Milhões de pessoas precisam conhecer o evangelho  e serem salvos da condenação eterna. A tarefa é  desafiadora para todos nós, Igreja do Senhor Jesus, pois o Mestre nos confiou essa grande missão. Nossa nação, possui quase 200 milhões de pessoas,  de diferentes credos e  a  cada dia com  novas etnias que chegam em nossa pátria, aumenta o nosso desafio para comunicação do evangelho.
 ”A quem enviarei, e quem há de ir por nós?”

I
Ir até os confins da terra, começando por nosso estado.  Minas Gerais é o quarto Estado com a maior área territorial e  o segundo em quantidade de habitantes.
A Convenção Batista Nacional trabalha diuturnamente para possibilitar que as igrejas conquistem os mineiros para Cristo Jesus, através da abertura de frentes missionárias.
 ”A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” 

S
Sustento dos missionários, auxílio às igrejas para que tenham condições de manterem seus pastores no campo de trabalho, capacitação de obreiros, revitalização de igrejas necessitadas, dentre outros, são os desafios da obra missionária estadual, pois cremos que a pregação da palavra de Deus precisa avançar rapidamente, em solo mineiro.
”A quem enviarei, e quem há de ir por nós?”

S
Sobretudo, destacamos o Vale do Jequitinhonha, que é  uma região amplamente conhecida devido aos seus baixos indicadores sociais e também ao norte,  possui características do sertão nordestino. Sofre com a falta de obreiros capacitados e chamados para o ministério, e o por suas igrejas não terem receita suficiente para o próprio sustento.
”A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” 


Õ
 O que fazer em favor dos moradores de rua, daqueles que são escravos das drogas, das tribos urbanas e tantos outros grupos que precisam de Cristo?  Orar, ofertar, promover missões – essa é a convocação da JAMI, que tem como missão promover, apoiar e coordenar a visão missionária transcultural das igrejas batistas nacionais, recrutando, treinando e enviando missionários para fazer discípulos de Jesus Cristo entre as nações.
”A quem enviarei, e quem há de ir por nós?”

E
Existem no Estado de Minas Gerais aproximadamente  21 milhões de habitantes, sendo que 7 milhões são Católicos,  3 milhões evangélicos e existem 11 milhões que ainda precisam ser alcançados pelo evangelho, através da igreja. Precisamos continuar enviando missionários que sejam apaixonados por Cristo e por seus  semelhantes, para que, o evangelho seja proclamado em todos os lugares e a todas as pessoas,  sem distinção de raça, cor ou religião.
”A quem enviarei, e quem há de ir por nós?

S 
São estes desafios para a Igreja Batista Filadélfia(CBN/MG): Glorificar o Deus Eterno e fazer discípulos de povos que ainda não conhecem a Jesus Cristo, especialmente em nossas Minas Gerais. Precisamos nos envolver profundamente com a obra missionária em Minas, cumprindo o propósito de Deus nesta geração. É preciso promover missões com amor, entusiasmo e convicção, sempre na dependência de Deus. 
”A quem enviarei, e quem há de ir por nós?”



Todos sejam grandemente abençoados pelo Senhor.

FONTE:http://www.missoesnacionais.org.br/

sábado, 15 de novembro de 2014

O que devo fazer?


"Quem é assim não pense que vai receber alguma coisa do Senhor, pois não tem firmeza e nunca sabe o que deve fazer". (Tg 1.7-8)


A mulher samaritana não se perguntou: “Devo abandonar o meu sexto marido e voltar para o primeiro?”. 
A mulher adúltera não se perguntou: “Devo continuar a pecar já que todos os meus acusadores, tanto os jovens como os mais idosos, pecam tanto quanto eu?”.
 A mulher pecadora não se perguntou: “Devo me tornar uma religiosa para o resto da vida porque Jesus perdoou os meus muitos pecados?”. 
Pedro não se perguntou: “Depois de ter negado a Jesus por três vezes devo abandonar o grupo de apóstolos?”. 
Zaqueu, o publicano, não se perguntou: “Devo devolver quatro vezes mais o que roubei dos outros e dar metade dos meus bens para os pobres?”. 
Abraão não se perguntou: “Devo mesmo oferecer meu único filho, a quem eu amo, em sacrifício?”. 
Moisés não se perguntou: “Devo mesmo desprezar os prazeres do pecado aqui da corte de Faraó e sofrer com o povo de Deus?”. 
Paulo não se  perguntou: “Devo seguir para Jerusalém, onde a prisão e a morte estão à minha espera?”.
No entanto, podemos imaginar o irmão do filho pródigo se perguntando: “Devo me alegrar com meu pai e meus vizinhos porque meu irmão estava morto e vive de novo, estava perdido e foi achado?” 
E, também, Pilatos deve ter tido esta dúvida no seu íntimo: “Devo soltar Jesus, em quem não encontrei crime algum, ou Barrabás, que promoveu uma rebelião aqui em Jerusalém e matou uma pessoa?”. 
Do mesmo modo o mestre da lei deve ter se perguntado: “Devo cuidar primeiro do funeral do meu pai, ou seguir a Jesus imediatamente?”.

As pessoas que não estão sobre a rocha, que não têm firmeza, que não têm fé, que são como ondas do mar, que o vento leva de um lado para o outro, nunca sabem o que fazer, vivem confusas, tateando no escuro, indecisas, intranquilas. Muitas vezes, preferem fazer o que é mais cômodo, mais fácil, mais vantajoso. Saber em que esquina se deve virar, o que fazer a cada estágio da vida, acertar em todas as escolhas – é algo extremamente necessário.
— Fazer o que se deve fazer é sempre o melhor!
>> Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Via Editora Ultimato.
Deus te abençoe sempre 
Pr. Marcílio

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Grande Comissão: Todos Devem Ir?



Parece ser uma ordem tão simples! “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28.19). Mas quem exatamente deve ir? Alguns têm sustentado que a ordem de Jesus para ir e fazer discípulos era apenas para os apóstolos originais e que a Grande Comissão foi, subsequentemente, cumprida por aqueles apóstolos. Mas era impossível que uma tarefa tão grandiosa fosse completa por apenas onze homens. E a promessa de que Jesus estaria com eles “até a consumação dos séculos” implica que a validade da sua comissão se estenderia para além do tempo de vida dos apóstolos. Se é assim, a igreja herdou essa comissão dos apóstolos. E é a responsabilidade da igreja obedecer a ordem de Cristo até que ele venha outra vez.
É importante observar que a comissão de Cristo para ir e fazer discípulos é dada à igreja como um todo, não apenas a cristãos em particular. É comum enxergar a Grande Comissão como uma ordem para que cada cristão em particular se envolva em evangelização. E algumas missões têm advogado que, a menos que você tenha um chamado específico para permanecer em sua terra natal, você deve se tornar um missionário transcultural em obediência à Grande Comissão. Por mais bem intencionadas que essasperspectivas possam ser, elas erram o alvo ao deixar de pôr a ordem Cristo no contexto do ensino do Novo Testamento acerca do corpo de Cristo.
O apóstolo Paulo escreveu: “Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função, assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros, tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada” (Romanos 12.4-6). Embora cada cristão tenha um papel a desempenhar na Grande Comissão, nem todos nós temos o mesmo papel.
Certamente, há alguns que têm o papel de missionários, evangelistas, pastores, ou mestres da Bíblia. E alguns irão para o outro lado do planeta para cumprir esses papéis. Há uma imensa necessidade no mundo hoje de missionários transculturais, e o campo missionário é um lugar fantástico para servir a Cristo. Mas não é para todo mundo.
Quando Jesus disse: “Ide”, ele não estava ordenando que todos os seus discípulos fossem para o exterior. Logo antes de sua ascensão, Jesus foi bastante específico acerca dos pontos geográficos aonde ele esperava que seus discípulos fossem. Ele lhes disse: “E sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1.8). Jesus e os seus discípulos estavam em Jerusalém quando ele disse essas palavras. Jesus queria que eles começassem a dar testemunho da sua vida, morte e ressurreição ali mesmo onde eles estavam – em Jerusalém.
Mas eles não deveriam parar ali. Alguns deles iriam para as outras partes da Judeia, compartilhando o evangelho com outros judeus. Mas outros iriam cruzar fronteiras culturais e religiosas, fazendo discípulos em Samaria. E, mais além, alguns dos discípulos de Jesus iriam aos confins da terra, fazendo discípulos em lugares que eram completamente distintos de sua terra natal.
Jesus tinha certeza de que alguns dos seus discípulos iriam até os lugares mais remotos da terra. Mas ele não vislumbrava todos os seus discípulos descendo de barco para alguma área longínqua do mundo. O Novo Testamento põe uma ênfase muito maior na fidelidade diante da situação em que nos encontramos do que numa viagem física. Como escreve o apóstolo Paulo: “Procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo temos mandado;para que andeis honestamente para com os que estão de fora e não necessiteis de coisa alguma” (1Tessalonicenses 4.11-12, ARC).
Embora nem todos nós viajaremos pelo globo para compartilhar o evangelho nem ensinaremos e batizaremos em nossa igreja local, isso não significa que nós não possamos estar envolvidos no “ide” da Grande Comissão. Assim como os discípulos originais que estavam em Jerusalém, nós buscamos viver com fidelidade no lugar em que nos encontramos, “estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (1Pedro 3.15). E, a despeito da nossa condição de vida, sempre há algum modo de tomarmos nossa parte em fazer discípulos de todas as nações.
Para os que estão começando, podemos aprender sobre evangelização e missões. Leia uma biografia missionária, como a história de Adoniram Judson ou John Paton. Descubra quais missionários a sua igreja apoia. Inscreva-se na lista de correspondência deles, leia os pedidos de oração em suas cartas, e ore por eles. Apoie missionários financeiramente.
Lembre-se também de que, em nosso mundo globalizado, as pessoas estão viajando como nunca antes e as nações estão vindo a nós. Saia para almoçar com um estudante estrangeiro ou acolha a família de imigrantes que se mudou para a sua rua. Fique de olho naqueles em sua igreja que possam ser bons candidatos a missionários, encoraje-os e apoie-os nessa direção.
Embora nem todos os cristãos devam “ir” no sentido físico, todos nós somos parte do corpo de Cristo e temos um papel a desempenhar. Como você “irá” hoje?
Deus  te abençoe sempre
Fonte : Editora Fiél
http://www.ministeriofiel.com.br/

sábado, 17 de maio de 2014

Lutando Contra a Ansiedade




Devemos seguir o modelo de Jesus e Paulo. Devemos combater a incredulidade da ansiedade com as promessas de graça futura. Quando estou ansioso sobre algum novo empreendimento arriscado ou reunião, eu luto contra a incredulidade com uma das minhas promessas mais frequentemente utilizada, Isaías 41:10. O dia em que saí para passar três anos na Alemanha, meu pai me ligou de longa distância e me deu essa promessa ao telefone. Ao longo dos três anos, eu devo ter citado isso para mim quinhentas vezes, para conseguir passar por períodos de tremendo estresse. “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (Isaías 41:10). Quando o motor da minha mente está em ponto morto, o sussurro das engrenagens é o som de Isaías 41:10.
Quando estou ansioso quanto ao meu ministério ser inútil e vazio, eu luto contra a incredulidade com a promessa de Isaías 55:11. “Assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei”.
Quando estou ansioso quanto a ser muito fraco para fazer o meu trabalho, eu luto contra a incredulidade com a promessa de Cristo: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Coríntios 12:9).
Quando estou ansioso quanto a decisões que tenho que tomar em relação ao futuro, eu luto contra a incredulidade com a promessa: “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho” (Salmo 32: 8).
Quando estou ansioso quanto a encarar adversários, eu luto contra a incredulidade com a promessa: “Se Deus é por nós, quem será contra nós”? (Romanos 8:31).
Quando estou ansioso quanto ao bem-estar das pessoas que amo, eu luto contra a incredulidade com a promessa de que, se eu, sendo mau, sei como dar boas coisas aos meus filhos, quanto mais “vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem” (Mateus 7:11). E eu luto para manter meu equilíbrio espiritual com a lembrança de que não há ninguém que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou terras, por amor de Cristo, que “não receba, já no presente, o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e, no mundo por vir, a vida eterna” (Marcos 10:29-30).
Quando estou ansioso quanto a estar doente, eu luto contra a incredulidade com a promessa: “Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR de todas o livra” (Salmo 34:19). E eu tomo a promessa com tremor: “a tribulação produz perseverança; a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Romanos 5:3-5).
Quando estou ansioso quanto a estar envelhecendo, eu luto contra a incredulidade com a promessa: “Até à vossa velhice, eu serei o mesmo e, ainda até às cãs, eu vos carregarei; já o tenho feito; levar-vos-ei, pois, carregar-vos-ei e vos salvarei” (Isaías 46:4).
Quando estou ansioso quanto a morrer, eu luto contra a incredulidade com a promessa de que “nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor. Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e ressurgiu: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos” (Romanos 14:7-9).
Quando estou ansioso de que eu possa naufragar da minha fé e me afastar de Deus, eu luto contra a incredulidade com as promessas: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Filipenses 1:6) e “também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hebreus 7:25).
Esse é o modo de vida que eu ainda estou aprendendo, enquanto entro na minha sétima década. Eu escrevo este livro na esperança, e com a oração, de que você se unirá a mim. Façamos guerra, não contra outras pessoas, mas contra a nossa própria incredulidade. Ela é a raiz da ansiedade, a qual, por sua vez, é a raiz de tantos outros pecados. Por isso, liguemos os nossos limpadores de para-brisa e usemos o jato de água, e mantenhamos os olhos fixos nas promessas grandes e preciosas de Deus. Tome a Bíblia, peça ajuda ao Espírito Santo, coloque as promessas em seu coração e combata o bom combate – viver pela fé na graça futura.
Fonte: Trecho do livro Lutando Contra a Incredulidade, lançamento de Maio de 2014 da Editora Fiel
Tradução: Ingrid Fonseca
Deus te abençoe sempre
Pastor Marcílio G Marinho


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Fabricando tendas e edificando vidas

Autor:Sérgio Augusto Queiroz
Sérgio Augusto de Queiroz é procurador da Fazenda Nacional, bacharel em Direito, engenheiro civil, mestre em Teologia e em Filosofia (UFPB), doutorando em Ministério na Trinity International University (Chicago, EUA) e pastor presidente do sistema Cidade Viva - Twitter: @sergioaqueiroz 
Escrever sobre esse tema é razão de grande alegria, pois antes mesmo de ser uma reflexão teológica sobre o desafio de um ministério "bi-vocacional", é o retrato do que tenho vivido nos últimos anos. Essa questão comporta grandes debates e, muitas vezes, discussões acaloradas que polarizam os cristãos, especialmente os que têm sido chamados para liderar a igreja de Cristo.
Entreguei minha vida ao Senhor em 1995, aos 23 anos de idade, e, desde então, cresci na fé ouvindo lindos testemunhos de pessoas que deixaram tudo para servir ao Senhor nos campos missionários ou abandonaram carreiras promissoras para se dedicar ao que chamam orgulhosamente de ministério em tempo integral.
Todos aqueles relatos enchiam o meu coração de admiração, mas eu simplesmente não conseguia entender por que teria que deixar a minha carreira pública para me dedicar totalmente à igreja enquanto instituição, de modo a ser reconhecido como um verdadeiro ministro do evangelho – nos moldes, é claro, propostos pelos que defendem que ser integralmente sustentado pela igreja é a melhor e mais fiel das escolhas que um pastor pode fazer.
Anos passaram e resolvi preparar-me para o ministério. Assim, cheio de sonhos, entrei no seminário, enquanto também cursava Direito na Universidade Federal da Paraíba pois, embora amasse o cargo público que ocupava, fazia planos de ingressar em uma carreira jurídica federal. No ano 2000, após concurso público, tomei posse como procurador da Fazenda Nacional, cargo que ocupo até hoje; ao tempo que também comecei a desenvolver o meu ministério como pastor de jovens na Primeira Igreja Batista de João Pessoa.

A grande crise 
Para a minha tranquilidade, a vida como pastor auxiliar parecia ser totalmente compatível com a minha carreira no serviço público e isso começava a exercer uma forte influência na construção do meu pensamento sobre a relação entre ministério e vida profissional. Entretanto, a grande crise aconteceu quando fui chamado para ser o pastor titular da Primeira Igreja Batista do Bessamar. Afinal, eu deveria ou não deixar o meu "emprego secular" para ser um "ministro em tempo integral"?
Antes de tocar em algumas questões importantes para a compreensão do tema, quero esclarecer que o objetivo desse artigo não é, de maneira alguma, desqualificar o ministério daqueles que são sustentados exclusivamente pela Igreja, pois o próprio Paulo afirma que tal direito é algo plausível (2 Co 9.11-12). Por outro lado, especialmente em tempos onde pastores são muitas vezes vistos com suspeita, quero evidenciar que esse direito pode ser renunciado ou relativizado por motivos nobres e estratégicos, o que também está de acordo com o ensino apostólico (2 Co 9.15).
No início da minha carreira enquanto pastor titular, a gestão da igreja parecia fácil, mas, com o passar do tempo e o rápido crescimento da comunidade, a minha presença parecia ser cada vez mais necessária. Nesse momento de crise, eu tinha duas opções: ou deixava de ser procurador, ou reformulava a minha visão sobre o significado e a razão de ser da liderança pastoral. Após muitas lágrimas, escolhi a segunda opção e começamos o projeto Cidade Viva (www.cidadeviva.org).
Comecei a entender que trabalhar "fora" e continuar servindo à igreja com todas as minhas forças, tinha grandes benefícios. Dentre eles, a necessidade de priorização do meu tempo e a formação de uma equipe forte e comprometida, a exemplo do que fez Moisés quando recebeu o sábio conselho do seu sogro (Ex 18.13-26). Sem falar no exemplo que comecei a dar a todos os profissionais da comunidade, que vendo a minha luta pessoal para servir a Deus como profissional e pastor ao mesmo tempo, começaram a se sentir motivados a deixar a zona de conforto e a somar esforços para a consecução dos alvos da Cidade Viva.
Além disso, descobri que a falta de tempo para fazer tudo o que o ministério "exige", está fortemente relacionada à ausência de investimento intencional em outros líderes e à falsa ideia, por nós cultivada, e erroneamente aplaudida pelos membros da comunidade, de que somos imprescindíveis e insubstituíveis no cotidiano da igreja local. Contrariamente, Paulo ensina que o papel da liderança não é fazer a obra do ministério, o que normalmente muitos esperam dos pastores, mas preparar o povo de Deus para que todos façam a obra do ministério, com base na vocação de Deus, no sacerdócio universal de cada cristão e na singularidade dos seus dons e talentos (Ef 4.11-13).
Eu poderia citar dezenas de razões pelas quais defendo a valorização do ministério de profissionais cristãos que entendam a integralidade do seu papel no mundo e na igreja, mas reservo-me a mencionar apenas duas vantagens de "fazermos tendas" e edificarmos vidas ao mesmo tempo.

Modelo paralelo 
Não se trata, repito mais uma vez, de lutar contra o modelo tradicional relacionado ao ministério pastoral, mas de investir em um modelo paralelo de liderança cristã baseado na experiência do apóstolo Paulo, como uma alternativa teologicamente sã, eclesiologicamente viável e missiologicamente eficaz, para um mundo onde a cosmovisão cristã vem perdendo força em razão do pluralismo religioso e do laicismo estatal.
A primeira vantagem desse modelo de ministério é a necessária reconstrução do conceito bíblico de trabalho. Afinal, o que a Bíblia diz sobre aquilo que chamamos de trabalho "secular" e trabalho "sagrado"? Primeiramente, importa destacar que em nenhum lugar da Bíblia, especialmente no Novo Testamento, consta essa terminologia dualista. Em contrapartida, o trabalho justo, qualquer que seja ele, consta nas Escrituras Sagradas como sendo uma dádiva de Deus, um veículo de valorização e dignificação da vida humana, uma marca inquestionável da Imago Dei presente em todos nós, além de ser uma característica importantíssima do nosso mandato cultural. (Gn 1.28; Mt 10.7; Sl 128.1-2; 2Ts 3.10-11)
Se hoje dividimos as esferas da vida em sagrada e secular é porque estamos dando mais ouvidos a Platão do que a Jesus, estamos agindo como gnósticos, ou mesmo como quem bebe inadvertidamente das fontes do dualismo iluminista, fragmentando aquilo que Deus nunca desejou fragmentar. Para o Senhor não há trabalho "secular" nem trabalho "sagrado". Há simplesmente o trabalho que glorifica o seu nome e o que não glorifica. (1 Co 10.31)
Não obstante, temos de vencer o pecado que afeta o trabalho humano de uma maneira geral, e não achar que o trabalho "secular" seja mais ou menos importante do que aquele que é desenvolvido em um ministério voltado às necessidades espirituais da igreja local.
Somos todos, os remidos, povo enviado de Deus para o mundo, salvos pela graça e chamados para dar frutos onde quer que estejamos. Assim, todos nós devemos agir como sacerdotes do Altíssimo, pois é isso mesmo que somos, não deixando que alguns se sintam orgulhosos do seu trabalho "sagrado", enquanto minimizam ou relativizam a importância dos que têm um trabalho dito "secular".
A segunda grande vantagem de uma visão integrada do ministério cristão relaciona-se à morte de um mito que paralisa o Corpo de Cristo, o mito do Super-Homem. Esse mito é escravizador, pois aprisiona a igreja e os seus pastores a um paradigma equivocado, que coloca simples mortais em uma posição que simplesmente não é compatível com a sua limitada humanidade.
Confesso que sofri muitas vezes por não visitar todos, orar por todos, ouvir a dor de todos e resolver os problemas de todos os que me procuraram nesses anos, até que destruí definitivamente o mito do Super-Homem, quando comecei a perceber que o próprio Jesus não solucionou pessoalmente todas as demandas a ele apresentadas, mas repartiu com os discípulos a tarefa de ser Igreja. (Mc 3.7-9; Jo 4.1-3; Mt 14.15-16; Mt 25.34-40)
Finalmente, entendo que o próprio termo "bi-vocacionado" é contrário às Escrituras Sagradas, pois a minha vocação enquanto servo do Deus Vivo é uma só: glorificar ao Senhor, quer eu esteja em um Tribunal representando o Estado Brasileiro ou em um "templo" feito por mãos humanas defendendo a sã doutrina.

Fonte : Cristianismo hoje

Deus te abençoe sempre
Pr. Marcílio


quarta-feira, 10 de julho de 2013

O Majestoso, Gracioso e Adorável Deus de Paulo!

Autor:Jaime Marcelino

Jaime Marcelino é pastor da Igreja Presbiteriana de Cidade Nova, em Manaus, e fundador da Conferência Encontros da Fé Reformada em sua região. Ele prega, frequentemente, em conferências no Brasil, tendo participado da Conferência Fiel em 2006. Jaime é casado com Francisca, com quem tem duas filhas.


Quem não se admira ao considerar a vida do apóstolo Paulo, especialmente à luz da carta que ele escreveu aos filipenses? Basta saber que quando a carta foi escrita, o apóstolo estava encarcerado e sem ter certeza se iria ser absolvido ou decapitado. No entanto, em nenhum outro lugar das Escrituras vemos tanto lirismo, alegria e paz, como nos escritos enviados aos crentes de Filipo! Qual foi o segredo dessa vida em abundância? Como explicar que alguém, estando continuamente acorrentado pelos pés a cada soldado que tirava o seu turno, pudesse dizer: "em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engradecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte" ? 1.Penso que a resposta para o viver vitorioso de Paulo acima das circunstâncias pode ser encontrada no final da carta aos filipenses quando ele afirmou num espírito de confiante adoração: "E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades. Ora, a nosso Deus e Pai seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém!" 2. Então, consideremos as maravilhosas palavras: E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades: Há em tais palavras, pelo menos, três grandiosas verdades: 1. O Majestoso Deus de Paulo; 2. O Que o Deus Majestoso Faz aos que Lhe Pertencem; 3. O Meio pelo qual o Deus Majestoso Beneficia aos que são Seus. Consideremos, agora, a primeira verdade desse versículo 19, a saber: O Majestoso e Gracioso Deus de Paulo à luz da sua afirmação: "E o meu Deus". Ora, essa é uma das mais significativas confissões de toda a Bíblia! E todos quantos têm o privilégio de afirmar, com toda convicção, com todo entendimento e com devoção: "Tu és o meu Deus", são verdadeiramente felizes! Afinal, tais pessoas têm um gracioso relacionamento pessoal com Deus, como pode ser visto no Antigo e no Novo Testamento: 1.1. Quanto ao Antigo testamento, consideremos alguns textos: * Eis o que afirmou Jacó em (Gn 28: 21): "de maneira que eu volte em paz para a casa de meu pai, então, o SENHOR será o meu Deus". * Em Êxodo 15:2, temos a contundente declaração de Moisés: "O SENHOR é a minha força e o meu cântico; ele me foi por salvação; este é o meu Deus; portanto, eu o louvarei; ele é o Deus de meu pai; por isso, o exaltarei". * Assim falou Josué (Js 14: 8): "Mas meus irmãos que subiram comigo desesperaram o povo; eu, porém, perseverei em seguir o SENHOR, meu Deus". * Também Rute afirmou a Noemi (Rt 1: 16): "Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus". * E Davi expressou-se num momento de aguda crise (Salmos 63: 1): "Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água". 1.2. Quanto ao Novo Testamento: * Eis as palavras vindas da Cruz (Mt 27: 46): "Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?". * De novo Ele disse a Maria quando esta estava 'à entrada do túmulo' vazio (Jo 20:17): "Não me detenhas; porque ainda não subi para meu Pai, mas vai ter com os meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus". * E mais, Ele afirmou acerca dos que perseveram em fé nEle (Ap 3:12): "Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome". Prossigamos, então, a considerar sete aspectos relacionados com o Deus de quem Paulo disse: "E o meu Deus...": 1. Em primeiro lugar, o Deus de Paulo é o Deus Trino! (Um em três pessoas). Quanto a isto eis o que diz o Catecismo de Westminster: "Na unidade da Divindade há três pessoas de uma mesma substância, poder e eternidade - Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo. O Pai não é de ninguém - não é nem gerado, nem procedente; o Filho é eternamente gerado do Pai; o Espírito Santo é eternamente procedente do Pai e do Filho" 3. Mas, vejamos a crença de Paulo no Deus Trino conforme vista nessa carta: * Quanto a crer em Deus o Pai e Deus o Filho, não há qualquer dúvida, pois ambos são mencionados com toda clareza: * "graça e paz da parte de Deus, nosso pai, e do Senhor Jesus Cristo"; * "e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai"; * "Ora, a nosso Deus e Pai seja a glória pelos séculos dos séculos" 4. * Quanto a Deus o Espírito Santo, as citações diretas são suficientes para demonstrar a crença de Paulo: * "e pela provisão do Espírito de Cristo"; * "Se há... alguma comunhão do Espírito"; * "Porque nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne" 5. O Deus de Paulo é, pois, o Deus Trino, o incompreensível no sentido de não poder ser sondado e explicável! Que majestoso, gracioso e Trino é o Deus de Paulo! 2. Em segundo lugar, o Deus de Paulo é o Santo! É verdade que em nenhum lugar da carta aos filipenses o apóstolo denominou diretamente a Deus como sendo Santo! No entanto, o fez quando a endereçou "a todos os santos em Cristo Jesus" 6. Ora, sabendo que Deus é Santo, Paulo via aqueles que Deus chamou para Si como santos. E isto porque ele conhecia, desde o Antigo Testamento, o eco do maravilhoso princípio que diz: "Sede santos porque eu sou Santo"! Eis, pois, alguns textos extraídos do Livro da Santidade, que é o de Levítico: "Eu sou o SENHOR, que vos faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus; portanto, vós sereis santos, porque eu sou santo" 7. É por isso que Paulo escreveu aos crentes que estavam em Corinto dizendo: "à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, o Senhor deles e nosso" 8. Assim, sendo o seu Deus o Santo, o apóstolo instava aos seus irmãos filipenses para que, cheios de temor e tremor, fizessem "tudo sem murmurações nem contendas, para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo" 9. Que majestoso, gracioso e Santo é o Deus de Paulo! 3. Em terceiro lugar, o Deus de Paulo é o Único Suficiente Salvador! Paulo tinha toda convicção que, do princípio ao fim, o Deus Trino estava envolvido na sua salvação. Por isso, ao contemplar os frutos de justiça na vida dos filipenses, afirmou: Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus 10. Em outras palavras, ao Deus Trino pertence a salvação desde a regeneração, passando pela santificação, até alcançar a glorificação que ocorrerá no Dia de Cristo! Dessa maneira, o apóstolo Paulo estava convicto do envolvimento do Espírito de Jesus Cristo para salvá-lo 11. Estava seguro quanto ao Senhor Jesus salvá-lo definitiva e conclusivamente 12. E estava certo de que Deus, o Pai, é o Autor da salvação; por isso buscava a graça e a paz aos santos, sabendo que tais virtudes vinham "da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus"; e que tudo era "para glória de Deus Pai" 13. Ora, foi esse crente, Paulo, que de modo mui comovente clamou aos filipenses para que o imitassem e aos que andavam na mesma pisada da fé cristã, dando como razão a certeza da futura salvação em e por Cristo Jesus, dizendo-lhes: "Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas" 14. Que majestoso, gracioso e suficiente Salvador é o Deus de Paulo! 4. Em quarto lugar, o Deus de Paulo é o Rei dos reis e Senhor dos senhores! Ainda que muitos afirmem que Deus é o seu Deus, por suas atitudes, o negam! Não é verdade que muitos religiosos fazem do seu deus um servo? Ora, quando, por exemplo, uma pessoa estando enferma diz: 'eu não aceito tal doença', quem é que governa, ela ou o seu deus? Por outro lado, Paulo aprendeu a sempre estar alegremente debaixo da vontade do seu Deus, em quaisquer circunstâncias! Vejamos isso aqui em Filipenses! * Já no início da carta, Paulo afirmou ser "servo de Cristo Jesus" (Fp 1: 1). * Por isso, ele se considerava um prisioneiro de Cristo Jesus e não do imperador (1: 12, 13). * Também seus planos estavam em completa submissão ao Seu Senhor Jesus (Fp 2: 19-24). * Além disso, ele se utilizou da figura de um atleta para demonstrar sua total submissão ao propósito do seu Técnico/Senhor, como o fazem os inteligentes desportistas (Fp 3: 12-14). Ora, qual é o atleta de sucesso que não atendeu às ordens do seu técnico? Assim, também Paulo, por ver a caminhada cristã como uma corrida em busca do "prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus", seguia as regras determinadas por Seu glorioso Técnico, a quem ele dizia ser: Cristo Jesus, meu Senhor! Em outras palavras, diante do exaltado Cristo Jesus, Paulo dobrava o seu joelho e buscava, com 'tremor e temor', fazer toda a Sua vontade, a ponto de dizer: "para mim o viver é Cristo"; "tudo posso naquele que me fortalece" e "espero no Senhor Jesus mandar-vos Timóteo" 15. Assim, bem que poderíamos sumariar a conduta de submissão de Paulo, como o fizeram os demais apóstolos: "Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens" 16. Que majestoso, gracioso e Senhor dos senhores é o Deus de Paulo! 5. Em quinto lugar, o Deus de Paulo é o Deus Providente! Paulo também aprendeu a não ver o seu dia a dia como um infortúnio ou constituído de acasos! Para ele, toda a sua existência, toda a sua vida neste mundo, estava sob os cuidados do seu Deus! Era assim, porque Paulo cria ser seu Deus o Soberano que tudo faz como Lhe apraz, para a realização dos Seus Propósitos justos e bons! Em outras palavras, Paulo cria na Providência conforme definida e explicada pela Confissão de Fé de Westminster, que diz: I. Pela Sua muito sábia providência, segundo a Sua infalível presciência e o livre e imutável conselho da Sua própria vontade, Deus, o grande Criador de todas as coisas, para o louvor da glória da Sua sabedoria, poder, justiça, bondade e misericórdia, sustenta, dirige, dispõe e governa todas as Suas criaturas, todas as ações e todas as coisas, desde a maior até a menor 17. II. Posto que, em relação à presciência e ao decreto de Deus, que é a causa primária, todas as coisas acontecem imutável e infalivelmente, contudo, pela mesma providência, Deus ordena que elas sucedam conforme a natureza das causas secundárias, necessárias, livre ou contingentemente 18. III. Na Sua providência ordinária, Deus emprega meios; todavia, Ele é livre para operar sem eles, sobre eles ou contra eles, segundo o Seu arbítrio 19. Dessa maneira, estando Paulo preso, isto não o afetava no sentido de levá-lo à murmuração ou ao descontentamento. Pelo contrário, ele usava a ocasião e buscava consolar seus irmãos que estavam aflitos, dizendo-lhes: "Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as coisas que me aconteceram têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho" 20. Por isso, Paulo cria que até as piores enfermidades, tanto nele como em seus irmãos em Cristo, eram dirigidas e ordenadas por Seu Deus e para o bem deles 21! Semelhantemente, todo e qualquer sofrimento de Paulo e dos seus irmãos eram considerados como um gracioso privilégio de sofrer por Cristo 22! Ora, bem que podíamos esperar que Paulo, estando em situações altamente críticas e quase desesperadoras, dissesse como o crente Jó: "temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal? 23". Que majestoso, gracioso e Providente é o Deus de Paulo! 6. Em sexto lugar, o Deus de Paulo é o Deus da Aliança Eterna em Cristo Jesus! A própria expressão: "meu Deus" indica ser Deus o Deus da Aliança (acordo, compromisso, pacto). Ou seja, "Ele é o Deus que se alia" 24. Ora, a mais enriquecedora dedução que se faz desse ponto é o aspecto interpessoal envolvido na própria declaração: "meu Deus"! Em outras palavras, aqui nos encontramos vendo um homem que teve experiência pessoal com o Deus da Aliança - O Deus que se dignou a aliar-se com homens e mulheres pecadores, para lhes ser o Seu Deus e eles o Seu povo! Vejamos isso em algumas declarações das Escrituras: * Gn 17: 8 - O Senhor Deus disse a Abraão, o pai de todos os crentes: "Dar-te-ei e à tua descendência a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o seu Deus". * Jr 31: 33 - "Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo". * 2Co 6: 16-18 - "Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso". * Hb 8: 10 - "Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo" Então, ao dizer "o meu Deus", o apóstolo está ressaltando o relacionamento pessoal entre ele e seu Deus, o Deus Vivo, que é também o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus! Sim, o Deus de Paulo é o Deus vivo, como bem enfatizou nosso Senhor Jesus, ao responder aos incrédulos saduceus: "E, quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? Ele não é Deus de mortos, e sim de vivos" 25. E é esse Deus que se alia de tal maneira com homens e mulheres, que Sua relação para com eles é de Pai celestial para com Seus filhos e filhas, dos quais Ele cuida. E o faz muito bem, como o apóstolo cria ao dizer: "E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades"! Oh! A essa altura, bem que poderíamos ouvir o próprio apóstolo Paulo bradar em alto e bom som: "Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? 26". Que majestoso, gracioso e Deus da Aliança é o Deus de Paulo! Afinal, Ele trata muito bem os Seus filhos, com os quais fez aliança no sangue do Cordeiro, providenciando tudo o que lhes é necessário para prepará-los para a glória eterna! 7. Em sétimo lugar, o Deus de Paulo é o único que deve ser Reverente e Alegremente Adorado! Porventura, dá para percebermos a reverência de Paulo contida em toda a carta aos filipenses 27? E o que dizer da sua confiança no seu Deus 28? E o que pensar da sua maravilhosa vida de Alegria em Deus? Quanto à sua alegria indizível e cheia de glória, vejamos dois aspectos: * Tal alegria era experimentada por ele mesmo! Ou seja, Paulo se alegrava por causa do bem estar espiritual dos seus irmãos; também se alegrava diante das perseguições; alegrava-se ao contemplar a comunhão dos irmãos; e se alegrava grandemente no Senhor 29! * Também vemos sua alegria pelo que fazia para que os outros se alegrassem no Senhor 30! Em outras palavras, ele se fazia cooperador da alegria dos que estavam sob os seus cuidados 31. Assim, essas três coisas - reverência a Deus, confiança em Deus e alegria em Deus - podem ser resumidas numa palavra: Amor total de Paulo a Deus, pelo que Este fez a Paulo e aos seus irmãos! Ora, tal era o seu amor pelo Deus Trino que chegou ao ponto de declarar confiantemente: "Dou graças ao meu Deus" e, também no texto que estamos considerando, disse: "e o meu Deus". Porventura, tal experiência não é semelhante à dos santos do Antigo Testamento, mencionados no início deste artigo? Recordemos, então, apenas as palavras de adoração de Moisés, as quais são a expressão do que temos visto em Paulo: "O SENHOR é a minha força e o meu cântico; ele me foi por salvação; este é o meu Deus; portanto, eu o louvarei; ele é o Deus de meu pai; por isso, o exaltarei" 32. Quem, pois, conhecendo este Majestoso e Gracioso Deus e, envolvido no Seu amor redentor em Cristo por pecadores, deixará de expressar sua sincera adoração dizendo: "Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém! 33"? Que majestoso, gracioso e Adorável é o Deus de Paulo! Dessa maneira, vimos que o Deus de Paulo é: 1) O Deus Trino; 2) O Deus Santo; 3) o Único Suficiente Salvador; 4) O Rei dos reis e Senhor dos senhores; 5) o Deus Providente; 6) o Deus da Aliança eterna; e, portanto, o único que deve ser Reverente e Alegremente Adorado! Esse Deus é o seu Deus? Ou seu deus é daqueles que são comandados por seus 'adoradores'? O Deus da Bíblia, que é o Deus de Paulo, é conhecido, confiável e reverente e alegremente adorado por você? Vale ou não vale a pena confiar seu futuro no "meu Deus"? No Deus que nos chamou em Cristo Jesus à Sua eterna glória 34? Que segurança é ter o conhecimento experimental desse Deus! "E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades. Ora, a nosso Deus e Pai seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém!"

Deus te abençoe sempre
Pr.Marcílio Gomes Marinho

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