quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Por que o justo sofre?





R. C. Sproul

No âmago da mensagem do livro de Jó, acha-se a sabedoria que responde à questão a respeito de como Deus se envolve no problema do sofrimento humano. Em cada geração, surgem protestos, dizendo: “Se Deus é bom, não deveria haver dor, sofrimento e morte neste mundo”.
Com este protesto contra as coisas ruins que acontecem a pessoas boas, tem havido tentativas de criar um meio de calcular o sofrimento, pelo qual se pressupõe que o limite da aflição de uma pessoa é diretamente proporcional ao grau de culpa que ela possui ou pecados que comete.
No livro de Jó, o personagem é descrito como um homem justo; de fato, o mais justo que havia em toda a terra. Mas Satanás afirma que esse homem é justo somente porque recebe bênçãos de Deus. Deus o cercou e o abençoou acima de todos os mortais; e, como resultado disso, Satanás acusa Jó de servir a Deus somente por causa da generosa compensação que recebe de seu Criador.
Da parte do Maligno, surge o desafio para que Deus remova a proteção e veja que Jó começará a amaldiçoá-Lo. À medida que a história se desenrola, os sofrimentos de Jó aumentam rapidamente, de mal a pior. Seus sofrimentos se tornam tão intensos, que ele se vê assentado em cinzas, amaldiçoando o dia de seu nascimento e clamando com dores incessantes. O seu sofrimento é tão profundo, que até sua esposa o aconselha a amaldiçoar a Deus, para que morresse e ficasse livre de sua agonia. Na continuação da história, desdobram-se os conselhos que os amigos de Jó lhe deram — Elifaz, Bildade e Zofar. O testemunho deles mostra quão vazia e superficial era a sua lealdade a Jó e quão presunçosos eles eram em presumir que o sofrimento indescritível de Jó tinha de fundamentar-se numa degeneração radical do seu caráter.
Eliú fez discursos que traziam consigo alguns elementos da sabedoria bíblica. Todavia, a sabedoria final encontrada neste livro não provém dos amigos de Jó, nem de Eliú, e sim do próprio Deus. Quando Jó exige uma resposta de Deus, Este lhe responde com esta repreensão: “Quem é este que escurece os meus desígnios com palavras sem conhecimento? Cinge, pois, os lombos como homem, pois eu te perguntarei, e tu me farás saber” (Jó 38.2, 3). O que resulta desta repreensão é o mais vigoroso questionamento já feito pelo Criador a um ser humano. A princípio, pode parecer que Deus estava pressionando Jó, visto que Ele diz: “Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra?” (v. 4) Deus levanta uma pergunta após outra e, com suas perguntas, reitera a inferioridade e subordinação de Jó. Deus continua a fazer perguntas a respeito da habilidade de Jó em fazer coisas que lhe eram impossíveis, mas que Ele podia fazer. Por último, Jó confessa que isso era maravilhoso demais. Ele disse: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (42.5-6).
Neste drama, é digno observar que Deus não fala diretamente a Jó. Ele não diz: “Jó, a razão por que você está sofrendo é esta ou aquela”. Pelo contrário, no mistério deste profundo sofrimento, Deus responde a Jó revelando-se a Si mesmo. Esta é a sabedoria que responde à questão do sofrimento — a resposta não é por que tenho de sofrer deste modo particular, nesta época e circunstância específicas, e sim em que repousa a minha esperança em meio ao sofrimento. A resposta a essa questão provém claramente da sabedoria do livro de Jó: o temor do Senhor, o respeito e a reverência diante de Deus, é o princípio da sabedoria. Quando estamos desnorteados e confusos por coisas que não entendemos neste mundo, não devemos buscar respostas específicas para questões específicas, e sim buscar conhecer a Deus em sua santidade, em sua justiça e em sua misericórdia. Esta é a sabedoria de Deus que se acha no livro de Jó.

Fonte:Editora Fiél

Deus te abençõe sempre

Pr. Marcílio

sábado, 13 de agosto de 2011

HOJE ACORDEI COM SAUDADE DE MEU PAI






O que o filho pensa do pai.

Aos 4 anos:
Meu pai pode fazer tudo.

Aos 5 anos:
Meu pai sabe muitas coisas.


Aos 6 anos:
Meu pai é mais esperto do que o seu pai.


Aos 8 anos:
Meu pai não sabe exatamente tudo.


Aos 10 anos:
No tempo antigo, quando o meu pai foi criado, as coisas eram muito diferentes.


Aos 12 anos:
Ah, é claro que o papai não sabe nada sobre isso. É muito velho para se lembrar da sua infância.


Aos 14 anos:
Não ligue para o que meu pai diz. Ele é tão antiquado!


Aos 21 anos:
Ele? Meu Deus, ele está totalmente desatualizado!


Aos 25 anos:
Meu pai entende um pouco disso, mas pudera! É tão velho!


Aos 30 anos:
Talvez devêssemos pedir a opinião do papai. Afinal de contas, ele tem muita experiência.


Aos 35 anos:
Não vou fazer coisa alguma antes de falar com o papai.


Aos 40 anos:

Eu me pergunto como o papai teria lidado com isso. Ele tem tanto bom senso, e tanta experiência!


Aos 50 anos:
Eu daria tudo para que o papai estivesse aqui agora e eu pudesse falar com ele sobre isso. É uma pena que eu não tivesse percebido o quanto era inteligente. Teria aprendido muito com ele.


terça-feira, 26 de julho de 2011

"AS TELENOVELAS MOLDARAM O BRASIL"

Republicado por: Pr.Marcílio Gomes Marinho

O economista do Banco Interamericano de Desenvolvimento(BID) afirma que a novela ajudou o país a aceitar o divórcio e a criar famílias menores.Por "Marta Mendonça"
Qual o verdadeiro impacto das telenovelas nos lares brasileiros? Segundo dois estudos recentes do BID, as tramas exibidas na TV nos últimos 40 anos vêm moldando as famílias em pelo menos dois aspectos: menos filhos e mais divórcios. As pesquisas, coordenadas pelo economista Alberto Chong, analisaram o conteúdo de 115 novelas transmitidas pela TV Globo entre 1965 e 1999 nos horários das 19 horas e das 20 horas. Nessa amostragem, 62% das principais personagens femininas não tinham filhos e 26% delas eram infiéis a seus parceiros - o que suavisou o tabu do adultério. Para Chong, a telenovela é também canal de difusão de programas socias.
Época De que forma as telenovelas influenciaram a sociedade brasileira?
Alberto Chong Durante o período da ditadura, os autores já viam nas novelas a oportunidade de lutar contra o sistema, apresentando novas idéias e valores. Há, de forma recorrente, a crítica à religião, ao machismo e ao consumo de luxo e a idéia de que a riqueza e o poder fazem felicidade. A família está no centro dessas transformações. As novelas são um instrumento muito poderoso na formação de um modelo bastante específico de família: branca, saudável, urbana, bonita, consumista - e pequena.

Época Vem daí a explicação para a influência das novelas na queda da taxa de fertilidade?
Chong Sim. A família pequena é uma imposição da produção, que tem limitações de elenco. Para que a história aconteça, são necessários pelo menos cinco ou seis núcleos. Então nenhum pode ser grande demais. Por um tempo essa família tão reduzida era irreal. Com o tempo, porém, a repetida exposição desse perfil influenciou fortemente na preferência por menos filhos e pelo custo financeiro mais baixo dessa escolha. Ao longo dos anos, essa queda na taxa de fertilidade foi caindo mais em áreas alcançadas pela televisão do que em áreas que não recebiam o sinal.

Época As mulheres são o público principal das novelas. Elas são mais influenciáveis por esse tipo de conteúdo?
Chong Uma das idéias mais disseminadas pelas novelas, em todos os tempos, é certamente, a emancipação feminina, junto com a entrada da mulher no mercado de trabalho. A busca do amor e do prazer pelas personagens femininas, também é uma constante em qualquer trama, mesmo que ela tenha de cometer adultério, o que também é comum nas histórias.

Época No Brasil de acordo com o IBGE, vem das mulheres a maior parte dos pedidos de divórcio. Quanto as novelas contribuem para isso?
Chong Estudar o Brasil sob esse ponto de vista é interessante, porque os casos de divórcio aumentaram dramaticamente nas últimas três décadas. Estima-se que as taxas aumentaram de 3,3 em cada cem casamentos em 1984, para 17,7 em 2002, mais do que em qualquer outro país latino-americano. Nosso estudo avança na hipótese de que os valores da televisão, mais precisamente das novelas, contribuíram de fato para esse aumento, principalmente a partir do momento em que no Brasil há um alcance desse tipo de programa como em nenhum outro país. A novela é , de longe, a maior atração da TV e é veiculada pela Rede Globo, que tem mantido um domínio quase absoluto do setor por cerca de três décadas. Percebemos que, quando a protagonista de uma novela era divorciada ou não era casada, a taxa de divórcio aumentava, em média, 0,1 ponto percentual.

Época A padronização dos valores, de comportamento e idéias que a televisão introduz é negativa?Chong É uma questão de perpectivas. As novelas, em especial da TV Globo, impõem um estilo de vida moderno e urbano que diminui as taxas de fertilidade e aumentou as de divórcio. Isso pode ser visto de forma positiva por um grupo e de forma negativa por outro. "uma das idéias mais disseminadas pelas novelas é a emancipação feminina, junto com a entrada da mulher no mercado de trabalho "

Época Pode-se dizer que, no Brasil, a novela é o melhor canal para difusão de idéias sociais?
Chong Sim, acredito que seja o mais eficaz. Por isso esses estudos são tão importantes para os países em desenvolvimento. Nas sociedades em que a alfabetização é relativamente baixa e a leitura dos jornais é limitada, a televisão desempenha um papel crucial na circulação das idéias. A televisão tem influência enorme em países como oBrasil, onde ainda há forte tradição oral. Nosso trabalho sugere que os programas orientados para a cultura da população local tem o potêncial de atingir uma grande quantidade de pessoas com muito baixo custo, e portanto, poderiam ser usados por políticos para trasmitir mensagens socias e econômicas importantes - sobre aids, educação, direitos das minorias etc. Estudos recentes feitos por psicólogos socias, realçam o papel dos meios de comunicação, rádio e telenovelas em particular, como na formação das mais variadas políticas de desenvolvimento e deve ser aproveitado.
Alberto Chong
Quem é
Economista nascido em Lima, no Peru. Tem 45 anos e mora em Washington, nos Estados Unidos
O que fez
Desde 2000, trabalha como pesquisador do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)
O que publicou
As pesquisas Novelas e fertilidade: evidências do Brasil , com Suzanne Duryea,do BID; e Televisão e divórcio: evidências de novelas brasileiras, em parceria com Eliana Ferrara, economista da Bocconi University

Fonte da entrevista : revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI26593-15228,00.html

É de admirar ao ver uma entrevista secular nos chamando a atenção para o perigo das más influências. Vemos as telenovelas brasileiras invadindo lares, distorcendo valores, denegrindo famílias inteiras, atrasando culturas com atrofiamentos mentais desapercebidos de muitos. Lembrando bem que o Apóstolo Paulo da parte de Deus escreve aos cristãos em Roma, advertindo-os a não se conformar com este século mas transformar pela renovação da mente, que só é possível pelo Espírito Santo. Não está na TV muito menos nas telenovelas os padrões morais e de crescimento qualitativo a serem seguidos, não se pode perder tempo com esse tipo de degradação mental, onde a família acaba ficando de lado. E o que a maioria dos programas de TV tem ensinado às pessoas é o humanismo secular que afirma que o mais importante vem do homem e não de Deus, que nas telenovelas, atores sem Deus, que muitas vezes zombam do criador, são modelos apropriados a serem seguidos. A visão bíblica do casamento e do divórcio é ultrapassada e deve ser rejeitada.
É ensinado pelas telenovelas que sexo fora do casamento não é pecado e muitos estão se enveredando como se tudo fosse normal, e que o aborto, não há nada de mais pois ainda não nasceu, vendendo barato a pornografia, sensualidade como entretenimento agradável e aceitável. Nas telenovelas brasileiras é levada a imagem de que o prazer deve ser encontrado nas relações sexuais ilícitas "O proibido é melhor" , mas a bíblia no livro de provérbios 9 : 17 e 18 diz : "As águas roubadas são doces, e o pão comido às ocultas é suave, mas não sabe que ali estão os mortos; que os seus convidados estão nas profundezas do inferno". Nas telenovelas brasileiras é mostrado a virgindade como vergonha, e para ser atraente é necessário a sensualidade.
Para essa cultura é colocado os padrões tradicionais de moralidade e principalmente os bíblicos em desprezo. É ensinado que não há certo e nem errado sobre valores e moral humana. nas telenovelas brasileiras valem tudo, e a bíblia, a palavra de Deus, diz: " Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem chamam mal: que fazem da escuridade luz, e da luz escuridade; e fazem do amargo doce, e do doce amargo" Isaías 5:20. Enfim, nas telenovelas brasileiras não é ensinado nada sobre a palavra de Deus, e lamentavelmente muitos são os que até mesmo trocam o tempo de está em uma igreja por assistir esse degradante entretenimento. Não podemos de forma alguma aceitar que tais comportamentos que muitas vezes é defendidos como "CULTURA" venham mudar nossa vida com Deus ainda que uma nação inteira venha mudar. Jamais negociar princípios vindos de Deus pela sua palavra já revelada. Que Deus tenha misericórdia, gerando nos corações arrependimento e desejo de congregar no templo, enfraquecendo assim essa cultura diabólica que tem até mesmo destruído ,famílias inteiras.



"Melhor é está a porta da casa do meu Deus..."Salmos 84:10


Pastor Marcílio G. Marinho