segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Paul Washer

 Paul Washer prega uma Mensagem Chocante em uma Conferência de Jovens Sobre Evangelismo





Deus te abençoe Sempre
Pr. Marcílio

O Líder e o Manejamento do Seu Tempo



                                                Nélio da Silva é Pastor e Missionário da SEPAL


Se existe um tópico no meio empresarial que tem se tornado extremamente popular na atualidade é o de ?manejamento do tempo.? As ofertas de mais um inédito seminário nessa área, que promete a solução de como lidar com o seu tempo são simplesmente ?imperdíveis?. Assim os seminários são anunciados. Interessante que numa geração de rapidez cibernética tudo nos leva a crer que teríamos muito mais tempo que há 30 anos, época em que ainda não tínhamos a rapidez de nos comunicar em segundos via e-mail, vídeo conferência, ou de saborear uma deliciosa refeição em poucos minutos num forno de microondas e por aí vai.
Mas o fato é que nós não manejamos o tempo, isto porque ninguém tem essa habilidade. O que podemos manejar somos nós mesmos e a maneira como nos relacionamos com os eventos que nos confrontam diariamente. Nós não manejamos o tempo. O ponteiro do relógio é que avança segundo após segundo, a despeito de estarmos ocupados em alguma tarefa ou não. O que fazemos é manejar a nós mesmos. Nós decidimos o que fazer e em que nos envolver. O problema e a solução residem não no tempo, mas em nós.
Da mesma forma nós não manejamos o dinheiro. Uma pilha de dinheiro pode ficar estática, num determinado lugar se ninguém tocar nela. O dinheiro não crescerá e não encolherá. O que manejamos é a nós mesmos e as decisões que faremos em relação sobre como vamos gastar ou investir aquele dinheiro.
Portanto, à medida que prosseguimos na nossa jornada de vida, um fundamento que não podemos perder de vista, uma vez que é por demais importante, está no fato de que nós não manejamos coisa alguma ? nós manejamos a nós mesmos!
De que maneira podemos manejar a nós mesmos? Eis aqui alguns lembretes a considerar:
1) Lembre-se que é você quem decide

Esteja certo de ter isso sempre em mente: eu só posso manejar a mim mesmo. Eu é que decido a maneira sobre como vou agir e reagir em cada situação. Dwight D. Einsenhower estava correto quando afirmou: ?A história do homem livre não é escrita pelo acaso, mas pelas escolhas, pelas suas escolhas.? Tanto o Antigo como o Novo Testamento salientam esse princípio, a parábola dos talentos é a prova contundente da decisão sobre o que fazer com um, dois ou cinco talentos recebidos.

2) Lembre-se que é você quem estabelece as suas prioridades

A razão muito simples para isso é que se você não defini-las outras pessoas o farão por você, porque você deu a elas a sua permissão através da sua omissão em agir. Esteja em sintonia com as suas prioridades. Hoje você pode afirmar do fundo do coração quais são as prioridades na sua liderança? Você já decidiu quais são as dez prioridades com as quais você irá investir o seu tempo? Só depois de você ter isso com clareza em sua mente é que poderá manejar a si mesmo e daí implementar as suas prioridades.

3) Lembre-se que é imperativo que você diga ?não?

Aprenda a dizer ?não? com um sorriso no rosto. Aqui é que a maioria de nós fracassamos. Pelo fato de temos feito dos nossos ministérios nossos ídolos, a simples noção de desaprovação de certas pessoas traz consigo o pavor do fracasso. Como dizer não a alguém de quem tanto dependemos? A resposta para isso talvez esteja num próximo artigo.
O fato, porém, é que existem momentos e ? novamente ? você terá que tomar a decisão de obedecer aquilo que o Senhor Jesus ordenou: ?Seja a sua palavra sim, sim ou não, não?. Só quando realmente cremos no Evangelho é que podemos estar livres em Cristo para com total integridade dizer ?não?.
Portanto, é saudável sempre relembrarmos a nós mesmos que uma das mais preciosas dádivas que Deus nos deu foi a habilidade de escolher. Por essa razão nós podemos manejar a nós mesmos apropriadamente e de acordo com as prioridades que sentimos ser as prioridades que Deus tem estabelecido para as nossas vidas. Em Atos 20:24 Paulo nos dá o seu exemplo de escolha e decisão pessoal ao definir claramente o seu foco e a maneira sobre como ele manejava a si mesmo: ?Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão-somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus.?
Certamente que o foco no Evangelho deu a Paulo muito mais do que ele esperava que pudesse obter. E a minha confiança é que essa também é a promessa de Deus a mim e a você.

Deus te abençoe sempre
Pr.Marcílio




sábado, 15 de setembro de 2012

A Importância de Falar a Sã Doutrina



                                                               Clodoaldo Machado

Pastor Clodoaldo Machado pastoreia a Igreja Batista Parque Industrial em São José dos Campos - SP desde o ano 2000. É bacharel em teologia pelo Cetevap - Centro de Estudos Teológicos do Vale do Paraíba, e pós graduado em aconselhamento bíblico pela Faculdade Teológica Batista de Campinas e Southeaster Baptist Seminary (EUA). Pr.Clodoaldo é casado com Patrícia e tem dois filhos, Nathan e Nathalia.

Paulo escreveu a Tito: Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina (Tito 2.1). Ao dar esta ordem, Paulo nos ensina sobre o que a igreja deve falar. Falar a sã doutrina é responsabilidade da igreja, ela deve ser conhecida por isso. A sã doutrina é a sua voz. É por isso que ela está neste mundo. Pedro escreveu que a igreja é a propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamar as virtudes daquele que a chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. (1Pe.2.9, ênfase acrescentada). A igreja tem a responsabilidade de tornar o caráter de Deus conhecido. É preciso proclamar as virtudes de Deus e a igreja faz isso quando fala o que convém à sã doutrina. Falar a sã doutrina é a responsabilidade da igreja.
Muitos pensam em doutrinas como assuntos para serem tratados em livros de teologia sistemática, ou classes onde se ensinam os pilares do pensamento cristão. Certamente envolve isso, porém a sã doutrina lida também diretamente com o dia a dia das pessoas. Quando Paulo pensava em sã doutrina, ele pensava em como as pessoas estavam vivendo. Na carta de Paulo a Tito, encontramos algumas razões pelas quais é importante que a igreja se concentre nesta tarefa.
Primeiro, a sã doutrina expõe o falso ensino. Paulo escreveu: Porque existem muitos insubordinados, palradores frívolos e enganadores, especialmente os da circuncisão. É preciso fazê-los calar, porque andam pervertendo casas inteiras, ensinando o que não devem, por torpe ganância (Tt.1.10,11). Paulo afirma que o ensino destes homens para nada era proveitoso. Suas palavras eram vazias e nada acrescentavam aos que ouviam. Ao contrário, tais palavras eram prejudiciais. Paulo diz que eles pervertiam casas inteiras. O ensino destes homens estava destruindo famílias. A má doutrina, sorrateiramente, ataca a família e a perverte. É preciso calar estas vozes destruidoras. Como, porém, fazemos isso? Falando corajosa e abertamente a sã doutrina.
Quando falamos a sã doutrina, consequentemente expomos o que é falso. Não podemos nos envergonhar do que cremos e devemos falar e continuar falando a sã doutrina. Por medo da impopularidade a igreja é tentada a parar de falar o que convém e falar o que as pessoas desejam ouvir. Isto abre espaço para que o ensino falso entre na igreja e, em consequência, a família seja degradada. Não é sem motivo que temos visto tantos pais separados e filhos sendo criados sem a presença deles. Quando a sã doutrina não é falada, o falso ensino ocupa o seu lugar e as dolorosas consequências são percebidas na família.
A segunda razão importante para que a sã doutrina seja falada é que ela expõe a falsa profissão de fé. Paulo escreve que aqueles homens no tocante a Deus, professam conhecê-lo; entretanto, o negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra (Tt.1.16). Em Creta, havia pessoas que professavam crer em Deus, no entanto suas atitudes demonstravam o contrário. Elas não eram de fato convertidas ao Senhor, ainda que dissessem ser. Este é o efeito do falso ensino, ele gera uma falsa profissão de fé. Quando a má doutrina é ensinada, as pessoas são enganadas. Elas dizem que conhecem a Deus, falam coisas a respeito de Deus, cantam músicas sobre Deus, mas de fato não O conhecem.
Pessoas estão sendo enganadas, estão crendo que são salvas, professando conhecer a Deus, sem nunca de fato O terem conhecido. Jesus disse que elas o chamam de Senhor, mas Ele nunca as conheceu (Mt.7.21,22). Somente a sã doutrina pode desfazer o engano e ajudar as pessoas a entenderem o que é conhecer a Deus. A igreja deve falar a sã doutrina, assim os que são salvos serão confirmados; os enganados, ou serão transformados ou se retirarão por não suportarem a sã doutrina. Alguém disse que o evangelho ruim é pior do que evangelho nenhum.
A terceira razão para se falar a sã doutrina é que ela lida com o comportamento das pessoas. Paulo, em Tito 2.1-10, deixou claro como a sã doutrina é algo prático.
Ela ensina ao homem o que é ser homem. Paulo escreveu: Quanto aos homens idosos, que sejam temperantes, respeitáveis, sensatos, sadios na fé, no amor e na constância (Tt.2.2).
Vivemos num mundo em que os jovens querem sempre ser jovens. Querem prolongar sua adolescência, desejam que a juventude não passe nunca. O mundo deseja que a vida seja uma grande brincadeira cheia de diversão. Entretanto, Deus nos fez para sermos adultos. A juventude é apenas uma pequena etapa da vida. A maior parte da vida é para ser vivida como adulto. Os conselhos deste mundo, porém, são contrários a isso e querem fazer das pessoas, eternos jovens. É preciso falar o que é ser homem, alguém moderado, respeitável, sensato e sadio na fé. Não temos visto as pessoas sendo respeitáveis por serem mais velhas, uma das razões é porque não querem parecer adultas e respeitáveis. Assim, a sociedade se degrada em larga escala. Só a igreja pode apresentar a solução para isso: Falar a Sã Doutrina.
A sã doutrina também ensina à mulher o que é ser mulher. Paulo escreveu que as mulheres mais velhas devem ensinar as mais jovens a amarem seus maridos e seus filhos (Tt.2.3-5). Os conselhos deste mundo têm ensinado as mulheres a agirem como homens, a pensarem como homens, a fazerem atividades de homens. Até mesmo quanto à sexualidade, as mulheres têm sido levadas a pensarem como homens. Achando-se livres e emancipadas fazem, cada vez mais, o que homens egoístas querem que façam. Existe o lado feminino da sexualidade e ele parece estar sendo cada vez mais desconsiderado. Mais lamentável ainda é ver estes pensamentos seculares sobre a mulher sendo seguidos por aqueles que dizem crer na Bíblia. A sã doutrina ensina a mulher a ser mulher dentro dos propósitos de Deus. Aqui é mais um lugar onde a vergonha tem dominado a igreja. Muitos se envergonham deste ensino, acham-no ultrapassado e sem relevância e por isso não o falam.
Temos deixado o pensamento secular nos dizer o que é ser mulher. Deus, que é quem criou a mulher, sabe o que é melhor e satisfatório para ela, e sua Palavra nos ensina isso. Ela tem um papel nobre, exaltado e digno na família, na igreja e na sociedade. Porém este mundo tem diminuído este papel e feito com que tenhamos vergonha dele. Assim, temos mulheres abandonando a feminilidade que Deus designou para elas. O resultado tem sido percebido na sociedade. Falar a sã doutrina é ensinar a mulher a ser mulher.
A sã doutrina ensina o jovem a ser criterioso. Paulo escreveu: Quanto aos moços, de igual modo, exorta-os para que, em todas as coisas, sejam criteriosos (Tt.2.6). Em todas as coisas os jovens devem ter critério. Ter critério fala de ter uma mente sadia.
Jovens são facilmente corrompidos pelos maus conselhos deste mundo, basta conferir o número de ordenanças que a Bíblia dá quanto a isso. O livro de Provérbios, por exemplo, é intenso em falar a eles. Para muitos jovens, o que a maioria está fazendo não parece ser errado. Não é sem motivo que Paulo os ordena a serem criteriosos em todas as coisas. A sã doutrina os ajuda a ter critérios, a fim de que suas decisões sejam sábias. A juventude é um período curto da vida, porém nele são tomadas decisões que trazem consequências para a vida toda. Por isso é importante que a sã doutrina seja falada.
Davi escreveu no Salmo 19.7 que o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices. Símplices é tradução de uma palavra hebraica que traz a ideia de uma porta aberta. A ideia é que o testemunho do Senhor faz com que o crente aprenda a fechar sua mente. Ter a mente aberta é um conselho deste mundo e não da Palavra de Deus. A Palavra de Deus dá sabedoria de maneira que não sejamos mais símplices, isto é, que não sejamos mais aqueles que aceitam tudo o que nos é oferecido sem qualquer resistência. É por meio da sã doutrina que ensinamos os jovens a não serem símplices, de mente aberta. Por meio dela, eles aprendem a ser criteriosos. Quando a Palavra de Deus está na mente, ela é o filtro que impedirá os maus conselhos de entrar. Jovens precisam da sã doutrina.
A igreja tem esta grande responsabilidade. São razões importantes para não fugirmos dela. Não podemos nos contentar com menos que isso. Não podemos ser condescendentes e permitirmos que assuntos que não convêm à sã doutrina sejam assuntos dominantes na igreja. Cada membro da igreja do Senhor Jesus Cristo é responsável por isso, uns por falarem, outros por ouvirem. Não podemos nos furtar desta grande responsabilidade: falar a sã doutrina.
Fonte: Editora fiél

Deus abençoe você sempre
Pr.Marcílio

sábado, 8 de setembro de 2012

Como Mudar Sua Igreja



                                                                        Mark Dever

Mark Dever é pastor da Igreja Batista de Capitol Hill, no distrito de Washington; fundador do ministério 9Marcas e um dos organizadores do ministério Juntos Pelo Evangelho; conferencista internacional e autor de vários livros, incluindo os livros "Nove Marcas de Uma Igreja Saudável","Refletindo a Glória de Deus" e "Deliberadamente Igreja", todos publicados em português pela Editora FIEL.



Pastores sempre me perguntam: "Como fazer para que minha igreja mude?" Muitos ministros têm alienado suas igrejas na tentativa de promover mudança, a tal ponto de alguns serem afastados do ministério.
Mesmo assim, como pastores, temos de levar nossas igrejas a mudanças, muito embora isto seja difícil. Aqui estão algumas sugestões sobre como promover mudança: ensinar, permanecer e amar.
Ensine a mudar
Primeiro, as ideias a serem aplicadas em nossas igrejas deveriam vir das Escrituras. Isso faz do púlpito a ferramenta mais poderosa para mudar uma igreja. A pregação expositiva constante é um meio que o Espírito Santo normalmente usa para falar aos corações humanos.
Ore para que através de sua pregação, Deus venha a ensinar a igreja como ela precisa mudar. É impressionante a frequência com que nós, pastores, queremos consertar os problemas, antes de termos tempo para explicá-los!
Muitos pastores tentam forçar a mudança em suas igrejas - quase sempre defendendo tais medidas como atribuição da liderança - quando deveriam informar a igreja a respeito da mudança pretendida. Irmãos, devemos alimentar o rebanho confiado ao nosso cuidado e não bater nele. Ensinem o rebanho.
Mesmo que a mudança que você vislumbra seja correta, ainda há a questão de o tempo ser ou não adequado. Ser correto não é uma licença para uma ação imediata, o que me leva ao segundo ponto.
Permaneça para mudar
A ideia de se comprometer com um lugar está desaparecendo, tanto no local de trabalho quanto no lar. O modelo para as gerações mais jovens não é como uma escada corporativa pré-fabricada, com passos cuidadosamente limitados, e sim como o mosaico da rede mundial (world-wide web), com alternativas e opções, parecendo espalhar-se infinitamente. Assim, somos ensinados a valorizar experiências variadas, entendendo cada uma como um enriquecimento para a outra.
Nós, pastores, precisamos estabelecer um modelo diferente em nossas igrejas. Precisamos ensinar-lhes que compromisso é bom, quer seja para com nosso casamento, família e nossa fé, ou nossa igreja e nossa vizinhança. É sob a luz de tais compromissos a longo prazo (não pensando em termos de meses, mas de décadas) que podemos ajudar nossa igreja a encontrar suas prioridades certas.
Como um pastor, seu maior poder de ajudar sua congregação a mudar não vem da força de sua personalidade, mas através de anos de ensino fiel e paciente. Mudanças que não acontecem neste ano podem vir no ano seguinte, ou em dez anos.
Para este fim, escolha suas batalhas com sabedoria, cuidadosamente, priorizando uma mudança necessária após a outra. Quais mudanças escolhidas são as mais necessárias e mais urgentes? Qual delas pode esperar? Falando de modo geral, os pastores precisam aprender a pensar de uma maneira madura e a longo prazo.
Pastorados longos também ajudam o pastor. Eles o impedem de se tornar um portador de novas ideias, colocando-as em prática por dois ou três anos e, depois desse tempo, ter de mudar-se para colocá-las em prática em outro lugar. Geralmente, quanto mais tempo ficamos, mais realistas temos de ser - e isso é bom para nossa própria alma e para aqueles a quem servimos.
A chave para uma mudança é ficar em uma igreja o tempo suficiente para ensinar a congregação. Se você não planeja ficar, então tenha cuidado antes de começar algo que o próximo pastor terá de terminar. Não deixe a congregação tornar-se insensível com você ou com o seu sucessor, ou mesmo contra a mudança necessária.
Quando eu era um jovem seminarista, adotei três clérigos anglicanos, de Cambridge, como meus modelos. Todos tinham ministérios onde pregavam expositivamente em seus púlpitos, durante muitos anos - Richard Sibbes (em Cambridge e Londres, por 30 anos), Charles Simeon (em Cambridge, por mais de 50 anos), e John Stott (em Londres, por mais de 50 anos). Pela graça de Deus, estes três pastores construíram as igrejas onde serviam, e tiveram efeito sobre a emergente geração ministerial, mediante sua longa fidelidade.
Ame para mudar
Para desejar as mudanças corretas, ensinar sobre elas, e ficar tempo suficiente, você tem de amar. Você tem de amar o Senhor e amar o povo que Ele lhe confiou.
Clemente de Roma disse: "Cristo pertence aos humildes de coração, e não àqueles que se exaltam sobre o seu rebanho". Do amor procede o cuidado paciente que, continuamente, dirige a congregação para a Palavra de Deus.
Jonathan Edwards não foi um pastor menos fiel somente porque sua congregação o demitiu. Alguns de nós tivemos pastorados curtos e fiéis. Mas este tipo de pastorado não é minha preocupação aqui. Com este breve artigo, simplesmente tentei levantar em sua mente algumas ideias de como você pode - ensinando, permanecendo e amando - levar sua congregação à mudança bíblica.

Fonte: Editora Fiél

Deus te abençoe sempre
Pr. Marcílio

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O Pecado e a Glória de Cristo




  
D.M Lloyd Jones


Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. I Timóteo 1.15
Ninguém jamais terá uma concepção verdadeira do ensino bíblico sobre a redenção, se não possuir clareza de entendimento sobre a doutrina bíblica do pecado. E essa é a razão por que muitas pessoas, em nossos dias, são inseguras e vagas em suas idéias a respeito da redenção. A idéia mais comum é a de que o Senhor Jesus é um tipo de amigo ao qual todos podem recorrer em dificuldades, como se isso fosse tudo a respeito dEle. O Senhor Jesus é esse tipo de amigo - e temos de agradecer a Deus! Mas isso não é redenção em todo o seu escopo, em sua inteireza ou em sua essência. Você não pode começar a avaliar a redenção, até que compreenda o que a Bíblia nos ensina a respeito da condição do homem no pecado e de todos os efeitos do pecado no homem. Permita-me dizê-lo com outras palavras: você não pode entender a doutrina da encarnação de Cristo, a menos que entenda a doutrina do pecado.
A Bíblia nos ensina que o homem estava em uma condição tão deplorável, que exigia a vinda, dos céus à terra, da Segunda Pessoa da bendita e santíssima Trindade. Ele teve de humilhar-se e assumir a natureza humana, nascendo como um bebê. Isso era absolutamente essencial, para que o homem fosse redimido. Por quê? Por causa do pecado e da sua natureza. Por conseguinte, você não pode entender a encarnação de Jesus, a menos que tenha um entendimento claro sobre o pecado. De maneira semelhante, considere a cruz no monte Calvário. O que ela significa? O que a cruz nos diz? O que aconteceu lá? Digo novamente que você não pode entender a morte de nosso Senhor e o que Ele fez na cruz, se não possui um entendimento claro sobre a doutrina do pecado. A completa imprecisão das idéias de muitas pessoas a respeito da morte de nosso Salvador se deve completamente a este fato: e elas não gostam da doutrina da substituição, não gostam da doutrina do sofrimento penal. Isso acontece porque nunca compreenderam o problema e não vêem o homem como um criatura caída no pecado. Estas são as doutrinas fundamentais da fé cristã; não se pode entender a redenção, exceto à luz da terrível condição do homem no pecado.
Fonte : Editora Fiél

Deus te abençoe sempre
Pr. Marcílio G Marinho

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Prazer: Finalidade Máxima da Vida?

Artigo feito a pedido da Revista “Lar Cristão”, por Sergio e Magali Leoto.


 
  

Você já ouviu frases do tipo “Eu estou buscando a minha felicidade!”, ou músicas com o refrão “Eu só quero é ser feliz...”, ou propagandas dizendo “Satisfação garantida... Prazer sem limites...”? São frases que espelham uma das principais filosofias do nosso tempo: o “Hedonismo”. Esta, é uma daquelas palavras que as pessoas ouvem com frequencia, mas não sabem muito bem o que significa. Sua orígem, vem do grego hedonê, que significa prazer.

Hedonismo é definido como uma doutrina moral, que considera ser o prazer, a finalidade máxima da vida. Esta maneira de pensar, surgiu na Grécia antiga, por volta de 400 a.C. e desde aquela época, já dividia pensamentos: os epicuristas acreditavam que os homens deveriam buscar os prazeres da mente, e não os prazeres do corpo. Achavam sábio, evitar os prazeres que mais tarde, pudessem lhes causar dor. Os cirenaicos discordavam, achando os prazeres do corpo mais importantes que os da mente.

Vivemos numa sociedade hedonista, goste você deste fato, ou não! As novelas e as literaturas, giram em torno desta idéia; o lugar onde você trabalha, treina os funcionários e exige que eles cativem seus clientes, com estes princípios; nossas Universidades valorizam este sistema de pensamento; as leis do país, são feitas no Congresso e julgadas no Judiciário, levando em conta “a busca e o direito do cidadão ser feliz”. Esta é a busca do hedonismo!

O fato de “buscar ser feliz”, não é o que nos preocupa, pois qualquer ser humano gostaria de ser feliz, a maior parte do tempo! Neste sentido, até existe um lado positivo do hedonismo. O problema reside em fazer do prazer, a finalidade máxima da vida. Quando isto acontece, a Ética e a Moral são colocadas a serviço do prazer. Ou seja: - Se para obter prazer, eu tiver que mentir ou enganar alguém, ser infiel, usar de meios errados, obscuros ou proibidos, “não há problema” (segundo esta filosofia), pois como diria Maquiavel “os fins justificam os meios” – e portanto, se a pessoa alcançou o prazer, está tudo justificado!

As consequencias do lado mau do hedonismo, são estampadas diariamente nos meios de comunicação: aumento de infidelidades, adultérios, traições e aberrações como a pedofilia, bestialidade, perversão sexual, utilização da internet para prostituição, pornografia, vendas de produtos tipo “sex-shopp”, etc. Além disso, temos uma erotização infantil, cada vez mais precoce; altíssimos índices de DSTs e de gravidez na adolescencia; mortalidade por AIDS, aumentando até no meio de anciãos com mais de 70 anos! A maioria destas pessoas, se fossem entrevistadas, possivelmente diriam: “Eu só estava buscando ser mais feliz!”.

Nossa vida é feita por ESCOLHAS! Todas as nossas escolhas trazem CONSEQUÊNCIAS. Se nossas escolhas forem BOAS, trarão consequências boas para nossa vida. Mas, se fizermos MÁS escolhas, as consequências também serão más! Não há como fugir deste fato! E o apóstolo Paulo, em 2Tm 3 diz que “nos últimos dias teremos tempos terríveis”, onde as pessoas farão péssimas escolhas! No verso 4, Paulo diz que as pessoas serão “traidoras, precipitadas, soberbas, mais amantes dos prazeres do que amigas de Deus”. O que devemos fazer? A partir do que o apóstolo nos disse: 1. Não podemos supervalorizar os prazeres; 2. Devemos escolher ser Amigos de Deus!

Quando somos Amigos de Deus, desejamos fazer o que o Ele considera certo, tanto na área Ética, quanto na área Moral. Qualquer busca de felicidade, estará vinculada a agradar ao Senhor, com tudo o que somos e realizamos. O prazer terá o seu lugar, mas não pode ser nem menosprezado, nem supervalorizado. Como Amigos de Deus, devemos trazer à memória, valores que dão esperança (Lamentações 3:21) e que nos fortalecem, para tornar o nosso mundo, a cada dia, um pouco melhor: “Tudo o que for verdadeiro, nobre, correto, puro, amável, de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, seja isso o que ocupe o seu pensamento” (Filipenses 4:8). 

A busca do prazer, existe em todo o Reino Animal. Mas nesta procura, o que nos diferencia como seres humanos, é poder utilizar o prazer, não como simples “instinto”, mas com discernimento, honra, limites, ética e razão (afinal, nós somos animais racionais). Assim sendo, devemos agir como cristãos verdadeiros e não como amantes dos prazeres, que muitas vezes mantém uma “vida dupla”: uma, com “cara de santo” aos domingos e outra, vivendo como o diabo gosta, nos outros dias da semana. Estes, apenas “esquentam os bancos” das igrejas, manifestando uma conversão “da boca para fora”. Devemos ensinar nossos filhos e orientá-los. E não faremos isso, apenas “vigiando” suas atitudes e os sites, que eles tem acessado na internet, mas principalmente sendo bons exemplos de “Amigos de Deus”. 

Fonte: http://www.sergioemagalileoto.com.br/.

Deus te abençoe sempre

Pr. Marcílio G. Marinho 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Pastores Feridos

   Por Marcelo Brasileiro
 
Pastores que abandonam o púlpito enfrentam o difícil caminho da auto-aceitação e do recomeço.


Desânimo, solidão, insegurança, medo e dúvida. Uma estranha combinação de sensações passou a atormentar José Nilton Lima Fernandes, hoje com 41 anos, a certa altura da vida. Pastor evangélico, ele chegou ao púlpito depois de uma longa vivência religiosa, que se confunde com a de sua trajetória. Criado numa igreja pentecostal, Nilton exerceu a liderança da mocidade já aos 16 anos, e logo sentiria o chamado – expressão que, no jargão evangélico, designa aquele momento em que o indivíduo percebe-se vocacionado por Deus para o ministério da Palavra. Mas foi numa denominação do ramo protestante histórico, a Igreja Presbiteriana Independente (IPI), na cidade de São Paulo, que ele se estabeleceu como pastor. Graduado em Direito, Teologia e Filosofia, tinha tudo para ser um excelente ministro do Evangelho, aliando a erudição ao conhecimento das Sagradas Escrituras. Contudo, ele chegou diante de uma encruzilhada. Passou a duvidar se valeria mesmo a pena ser um pastor evangélico. Afinal, a vida não seria melhor sem o tal “chamado pastoral”?
As razões para sua inquietação eram enormes. Ordenado pastor desde 1995, foi justamente na igreja que experimentou seus piores dissabores. Conheceu a intriga, lutou contra conchavos, desgastou-se para desmantelar o que chama de “estrutura de corrupção” dentro de uma das igrejas que pastoreou. Mas, no fim de tudo isso, percebeu que a luta fora inglória. José Nilton se enfraqueceu emocionalmente e viu o casamento ir por água abaixo.  Mesmo vencendo o braço-de-ferro para sanar a administração de sua igreja, perdeu o controle da vida. A mulher não foi capaz de suportar o que o ministério pastoral fez com ele. “Eu entrei num processo de morte. Adoeci e tive que procurar ajuda médica para me restabelecer”, conta. Com o fim do casamento, perdeu também a companhia permanente da filha pequena, uma das maiores dores de sua vida.
Foi preciso parar.  No fim de 2010, José Nilton protocolou uma carta à direção de sua igreja requisitando a “disponibilidade ativa”, uma licença concedida aos pastores da denominação. Passou todo o ano de 2011 longe das funções ministeriais. No período, foi exercer outras funções, como advogado e professor de escola pública e de seminário.  “Acho possível servir a Jesus, independentemente de ser pastor ou não”, raciocina, analisando a vida em perspectiva. “Não acredito mais que um ministério pastoral só possa ser exercido dentro da igreja, que o chamado se aplica apenas dentro do templo. Quebrei essa visão clerical”. Reconstruindo-se das cicatrizes, Nilton casou-se novamente. E, este ano retornou ao púlpito, assumindo o pastoreio de uma igreja na zona leste de São Paulo. Todavia, não descarta outro freio de arrumação. “Acho que a vida útil de um líder é de três anos”, raciocina. “É o período em que ele mantém toda a força e disposição. Depois, é bom que esse processo seja renovado”. É assim que ele pretende caminhar daqui para frente: sem fazer do pastorado o centro ou a razão da sua vida.
Encontrar o equilíbrio no ministério não é tarefa fácil. Que o digam os ex-pastores ou pastores afastados do púlpito que passam a exercer outras atividades ou profissões depois de um período servindo à igreja. Uma das maiores denominações pentecostais do país, a Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ), com seus 30 mil pastores filiados – entre homens e mulheres –, registra uma deserção de cerca de 70 pastores por mês desde o ano passado. Os números estão nas circulares da própria igreja. Não é gente que abandona a fé em Cristo, naturalmente; em sua maioria, os religiosos que pedem licença ou desligamento das atividades pastorais continuam vivendo sua vida cristã, como fez José Nilton no período em que esteve afastado do púlpito. É que as pressões espirituais e as demandas familiares e pessoais dos pastores, nem sempre supridas, constituem uma carga difícil de suportar ao longo doa anos. Some-se a isso os problemas enfrentados na própria igreja, as cobranças da liderança, a necessidade de administrar a obra sob o ponto de vista financeiro e – não raro – as disputas por poder e se terá uma ideia do conjunto de fatores que podem levar mesmo aquele abençoado homem de Deus a chutar tudo para o alto.
A própria IPI, onde José Nilton militou, embora muito menor que a Quadrangular – conta com cerca de 500 igrejas no país e 690 pastores registrados –, teria hoje algo em torno de 50 ministros licenciados, número registrado em relatório de 2009. Pode parecer pouco, mas representa quase dez por cento do corpo de pastores ativos. Caso se projete esse percentual à dimensão da já gigantesca Igreja Evangélica brasileira, com seus aproximadamente 40 milhões de fiéis, dá para estimar que a defecção dos púlpitos é mesmo numerosa. De acordo com números da Fundação Getúlio Vargas, o número de pastores evangélicos no país é cinco vezes maior do que a de padres católicos, que em 2006 era de 18,6 mil segundo o levantamento Centro de Estatísticas Religiosas e Investigações Sociais. Porém, devido à informalidade da atividade pastoral no país, é certo que os números sejam bem maiores.
 
FERIDOS QUE FEREM
O chamado pastoral sempre foi o mais valorizado no segmento evangélico. Por essa razão, é de se estranhar quando alguém que se diz escolhido por Deus para apascentar suas ovelhas resolva abandonar esse caminho. Nos Estados Unidos, algumas pesquisas tentam explicar os principais motivos que levam os pastores a deixar de lado a tarefa que um dia abraçaram. Uma delas foi realizada pelo ministério LifeWay, que, por telefone, contatou mil pastores que exerciam liderança em suas comunidades eclesiásticas. E o resultado foi que, apesar de se sentirem privilegiados pelo cargo que ocupavam (item expresso por 98% dos entrevistados), mais da metade, ou 55%, afirmaram que se sentiam solitários em seus ministérios e concordavam com a afirmação “acho que é fácil ficar desanimado”. Curiosamente, foram os veteranos, com mais 65 anos, os menos desanimados. Já os dirigentes das megaigrejas foram os que mais reclamaram de problemas. De acordo com o presidente da área de pesquisas da Life Way, Ed Stetzer – que já pastoreou diversas igrejas –, a principal razão para o desânimo pode vir de expectativas irreais. “Líderes influenciados por uma mentalidade consumista cristã ferem todos os envolvidos”, aponta. “Precisamos muito menos de clientes e muito mais de cooperadores”, diz, em seu blog pessoal.
Outras pesquisas nos EUA vão além. O Instituto Francis Schaeffer, por exemplo, revelou que, no último ano, cerca de 1,5 mil pastores têm abandonado seus ministérios todos os meses por conta de desvios morais, esgotamento espiritual ou algum tipo de desavença na igreja. Numa pesquisa da entidade, 57% dos pastores ouvidos admitiram que deixariam suas igrejas locais, mesmo se fosse para um trabalho secular, caso tivessem oportunidade. E cerca de 70% afirmam sofrer depressão e admitem só ler a Bíblia quando preparam suas pregações. Do lado de cá do Equador, o nível de desistência também é elevado, ainda mais levando-se em conta as grandes expectativas apresentadas no início da caminhada pastoral pelos calouros dos seminários. “No começo do curso, percebemos que uma boa parte dos alunos possui um positivo encantamento pelo ministério. Mais adiante, já demonstram preocupação com alguns dilemas”, observa o diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo, o pastor batista Lourenço Stélio Rega. Ele estima que 40% dos alunos que iniciam a faculdade de teologia desistem no meio do caminho. Os que chegam à ordenação, contudo, percebem que a luta será uma constante ao longo da vida ministerial – como, aliás, a própria Bíblia antecipa.
E, se é bom que o ministro seja alguém equilibrado, que viva no Espírito e não na carne, que governa bem a própria casa, seja marido de uma só mulher (ou vice-versa, já que, nos tempos do apóstolo Paulo não se praticava a ordenação feminina) e tantos outros requisitos, forçoso é reconhecer que muita gente fica pelo caminho pelos próprios erros. “O ministério é algo muito sério” lembra Gedimar de Araújo, pastor da Igreja Evangélica Ágape em Santo Antonio (ES) e líder nacional do Ministério de Apoio aos Pastores e Igrejas, o Mapi. “Se um médico, um advogado ou um contador erram, esse erro tem apenas implicação terrena. Mas, quando um ministro do Evangelho erra, isso pode ter implicações eternas.”
Desde que foi criado, há 20 anos, em Belo Horizonte (MG), como um braço do ministério Servindo Pastores e Líderes (Sepal), o Mapi já atendeu milhares de pastores pelo país. Dessa experiência, Gedimar traça quatro principais razões que podem ser cruciais para a desmotivação e o abandono do ministério. “Ativismo exagerado, que não deixa tempo para a família ou o descanso; vida moral vacilante, que abre espaço para a tentação na área sexual; feridas emocionais e conflitos não resolvidos; e desgaste com a liderança, enfrentando líderes autoritários e que não cooperam”, enumera. Para ele, é preciso que tanto os membros das igrejas quanto as lideranças denominacionais tenham um cuidado especial com os pastores. “Muitos sofrem feridas, como também, muitas vezes, chegam para o ministério já machucados. E, infelizmente, pastor ferido acaba ferindo”.
Quanto à responsabilidade do próprio pastor com o zelo ministerial, Gedimar é taxativo: “É melhor declinar do ministério do que fazê-lo de qualquer jeito ou por simples necessidade”. A rede de apoio oferecida pelo Mapi supre uma lacuna fundamental até mesmo entre os pastores – a do pastoreio. “É preciso criar em torno do ministro algumas estruturas protetoras. É muito bom que o líder conte com um grupo de outros pastores onde possa se abrir e compartilhar suas lutas; um mentor que possa ajudá-lo a crescer e acompanhamento para seu casamento e família e, por fim, ter companheiros com quem possa desenvolver amizades e relacionamentos saudáveis e sólidos”, enumera.
 
EXPECTATIVAS
Juracy Carlos Bahia, pastor e diretor-executivo da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil (OPBB), sediada no Rio de Janeiro, conhece bem o dilema dos colegas que, a certa altura do ministério, sentem-se questionados não só pelos outros, mas, sobretudo, por si mesmos. Ele lida com isso na prática e sabe que o preço acaba sendo caro demais. “Toda atividade que envolve vocação, como a do professor, a do médico ou a do pastor, é vista com muita expectativa. Quando se abandona esse caminho, é natural um sentimento de inadequação”. Para Bahia, o desencantamento com o ministério pastoral é fruto também do que entende como frustrações no contexto eclesiástico. Há pastores, por exemplo, que julgam não ter todo seu potencial intelectual utilizado pela comunidade. “Às vezes, o ministro acha que a igreja que pastoreia é pequena demais para seus projetos pessoais”, opina. Isso, acredita Bahia, estimula muitos a acumularem diversas funções, além das pastorais. “Eu defendo que os pastores atuem integralmente em seus ministérios. Porém, o que temos visto são pastores-advogados, pastores-professores, enfim, pastores que exercem outras profissões paralelas ao púlpito”, observa.
No entender do dirigente da OPBB, esse acúmulo de funções mina a energia e o potencial do obreiro para o serviço de Deus. A associação reúne aproximadamente dez mil pastores batistas e Bahia observa isso no seio da própria entidade: “Creio que metade deles sofra com a fuga das atividades pastorais para as seculares”. Contudo, ele acredita que deixar o ministério não é algo necessariamente negativo. “A pessoa pode ter se sentido vocacionada e, mais adiante na vida, por meio da experiência, das orações e interação com outros pastores, é perfeitamente possível chegar à conclusão que a interpretação que fez sobre seu chamado não foi adequada e sim emotiva”.
Quando, já na meia idade, casado e com dois filhos, ingressou no Seminário Presbiteriano do Norte (SPN), na capital pernambucana, Recife, Francisco das Chagas dos Santos parecia um menino de tanto entusiasmo. Nem mesmo as críticas de parentes para que buscasse uma colocação social que lhe desse mais status e dinheiro o desmotivou. “A igreja, para mim, é a melhor das oportunidades de buscar e conhecer meu Criador para que, pela graça, eu continue com firmeza a abrir espaço em meu coração para que ele cumpra sua vontade em mim, inclusive no ministério pastoral”, anotou em sua redação para o ingresso no SPN, em 1998. Ele formou-se no curso, foi ordenado pastor em 2003 e dirigiu igrejas nas cidades de Garanhuns e Saloá.
Hoje, aos 54 anos, Francisco trabalha como servidor público no Instituto Agronômico de Pernambuco. Ainda não curou todas as feridas e ressentimentos desde que, em 2010, entregou seu pedido de desligamento da denominação. Ele lamenta o tratamento recebido pelos seus superiores enquanto foi pastor. “Minha opinião sobre igreja não mudou. Nunca planejei um dia pedir licença ou despojamento do ministério. Mas entendo que somos o Corpo de Cristo, e, se uma unha dói, todos nós estamos doentes”, pondera. “Não é possível ser pastor sem pensar em restaurar vidas – e existem muitas vidas precisando de conserto, inclusive entre nós, pastores”.
A vida longe dos púlpitos ainda não foi totalmente sublimada e Francisco sabe bem que será constantemente indagado sobre sua decisão de deixar o ministério. “A impressão é que você deixou um desfalque, que adulterou ou algo parecido”, observa. Ele não considera voltar a pastorear pela denominação na qual se formou, porém não consegue deixar de imaginar-se como pastor. “Uma vez pastor, pastor para sempre”, recita, “muito embora as pessoas, em geral, acreditem que seja necessário um púlpito.”
 
 
Porta de saída
 
Pesquisa realizada nos Estados Unidos traçou um panorama dos problemas da atividade pastoral...
 
70% dos pastores admitem sofrer de depressão e estresse
80% deles sentem-se despreparados para o ministério
70% afirmam só ler a Bíblia quando precisam preparar seus sermões
40% já tiveram casos extraconjugais
30% reconhecem ter reduzido as próprias contribuições às igrejas após a crise financeira
 
... e avaliou as consequências disso:
 
1,5 mil pastores deixam o púlpito todos os meses
5 mil religiosos buscavam emprego secular no ano de 2009, mais do que o dobro do que ocorria em 2005
2 a 3 anos de ministério é o tempo médio em que os pastores deixam suas igrejas, sendo em direção a outras denominações ou não
 
Fontes: Barna Group, Christian Post, The Wall Street Journal, Instituto Francis A. Schaeffer e Instituto Jetro
 
 
Rebanho às avessas
 
A maioria dos pastores que se afastam de suas atividades ministeriais não abandona a fé em Cristo. Cada um deles, a seu modo, mantém sua vida espiritual e o relacionamento pessoal com Deus. Mas há quem saia do púlpito pela porta dos fundos, renegando as crenças defendidas com ardor durante tantos anos de atividade sacerdotal. Para estes – e, é bom que se diga, trata-se de uma opção nada recomendável –, existe a Freedom from Religion Foundation (“Fundação para o fim da religião”), entidade criada por ninguém menos que o mais famoso apologista do ateísmo da atualidade, o escritor britânico Richard Dawkins, autor do best-seller Deus, um delírio. Ele e um grupo de céticos lançaram o Projeto Clero, iniciativa que visa a apoiar ex-clérigos – pastores, padres, rabinos – no reinício da vida longe das funções religiosas. “Sacerdotes que perdem sua fé sofrem uma penalização dupla. Eles perdem seu emprego e, ao mesmo tempo, sua família e a vida que sempre tiveram”, argumenta Dawkins, no site do projeto. Não se tem notícia confiável de quantos ex-líderes aderiram ao Projeto Clero, mas parece óbvio que a ideia do refúgio ateu não é apenas abraçar sacerdotes cansados da vida religiosa, mas também engrossar o rebanho crescente daqueles que repudiam a possibilidade da existência de Deus.
 
 
Mudança difícil
 
Não foi uma escolha fácil. Quando o ex-pastor batista Osmar Guerra decidiu que seu lugar não era mais o púlpito, logo foi fustigado por olhares de decepção das pessoas que estavam ao seu redor e acreditavam em seu trabalho espiritual. Afinal, desde menino ele era o “pastorzinho” de sua igreja em Piracicaba, no interior paulista. Desinibido e articulado, o garoto, bem ensinado pelos pais na fé cristã, apresentava uma natural vocação para o pastorado. Por isso, foi natural sua decisão de matricular-se Faculdade Teológica Batista de São Paulo e, após os anos de estudo, assumir a função de pastor de adolescentes da Igreja Batista da Água Branca (IBAB), na capital paulista.
Começava ali uma promissora carreira ministerial. Osmar dividia seu trabalho entre as funções na igreja e as aulas de educação cristã, lecionadas no tradicional Colégio Batista. Tempos depois, o pastor transferiu-se para outra grande e prestigiada congregação, a Igreja Batista do Morumbi. Mas algo estava fora de sintonia, e Osmar sabia disso. Toda sua desenvoltura na oratória, sua capacidade de mobilização e seu espírito de liderança poderiam não ser, necessariamente, características de uma vocação pastoral. E, como dizem os jovens que ele tanto pastoreou, pintou uma dúvida: seu lugar era mesmo diante do rebanho?  “Eu era um excelente animador. Mas me faltava vocação, e fui percebendo isso cada vez mais”.
O novo caminho, ele sabia, não seria compreendido com facilidade pela família, pelos amigos e pelas ovelhas. Mas ele decidiu voltar a estudar, e escolheu a área de rádio e TV. E, mesmo ali, não escapou do apelido de “pastor”, aplicado pela turma. Quando conseguiu um estágio na TV Record, percebeu que ficava totalmente à vontade entre os cenários, as produções e os auditórios. Com seu talento natural, Osmar deslanchou, e o artista acabou suplantando o pastor. Depois de pedir demissão da igreja, em 2005, ele galgou posições na emissora e hoje é o produtor de um dos programas de maior sucesso da casa, O melhor do Brasil, apresentado pelo Rodrigo Faro.
“Durante muito tempo, fiquei em crise”, reconhece hoje, aos 31 anos. “Tive medo de tomar a decisão de deixar de ser pastor. Mas, hoje, sinto-me mais confiante e honesto comigo mesmo e perante os outros”, garante. Longe do púlpito, mas não de Jesus, Osmar Guerra continua participativo na sua igreja, a IBAB, onde toca e canta no louvor. De sua experiência, ele se acha no direito de aconselhar os mais jovens. “Defendo que, antes do seminário, as pessoas busquem formação em outras áreas, ainda mais quando são novas”, diz. Isso, segundo ele, pode abrir novas possibilidades se o indivíduo, por um motivo qualquer, sentir-se desconfortável no púlpito. Contudo, ele não descarta o valor de um chamado genuíno: “Se, mesmo assim, a vontade de se tornar um pastor continuar, isso é sinal de que o caminho pode ser esse mesmo.”

Enviado pelo Pastor Edmilson Vila Nova - Coord. Nacional do Pastoreio de Pastores - Via  http://cristianismohoje.com.br

Deus te abençoe sempre
Pr. Marcilio Gomes Marinho

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Matando a Ira



                                                                John Piper

No casamento, a ira rivaliza com a lascívia como um assassino. Minha opinião é que a ira é um inimigo pior do que a lascívia. A ira também destrói outros tipos de camaradas. Algumas pessoas têm mais ira do que pensam, porque ela tem disfarces.
Quando a força de vontade esconde a raiva, a ira queima no íntimo, e os dentes da alma rangem com frustração. Ela pode manifestar-se em lágrimas que parecem tristeza. Mas o coração tem aprendido que esta talvez seja a única maneira de revidar a tristeza causada.
A ira pode se manifestar em silêncio, porque temos resolvido não lutar. Pode se mostrar em críticas severas e correção implacável. Pode atingir pessoas que não têm nada a ver com a origem da ira. Ela sempre se sentirá justificada pelo erro da causa. Afinal de contas, Jesus ficou irado (Mc 3.5), e Paulo disse: "Irai-vos e não pequeis" (Ef 4.26).
No entanto, a boa ira entre pessoas caídas é rara. Foi por isso que Tiago disse: "Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus" (Tg 1.19-20). Paulo também disse: "Os varões orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira e sem animosidade" (1 Tm 2.8); e: "Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia" (Ef 4.31).
Portanto, uma das maiores lutas da vida é a luta para manter "longe de nós a ira", e não apenas para controlar suas expressões. Para ajudá-lo nesta luta, eis aqui nove armas.

Primeira, pondere os direitos de Cristo de ficar irado, mas, depois, considere como ele suportou a cruz como um exemplo de longanimidade: "Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos" (1 Pe 2.21).

Segunda, pondere quanto você tem sido perdoado e quanta misericórdia lhe tem sido mostrada. "Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou" (Ef 4.32).

Terceira, pondere sua própria pecaminosidade e tire a trave de seu próprio olho. "Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão" (Mt 7.3-5).

Quarta, pense em como você não quer dar lugar ao Diabo, porque ira abrigada no íntimo é aquela coisa que a Bíblia diz explicitamente que abre a porta e o convida a entrar: "Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo" (Ef 4.26-27).

Quinta, pondere a tolice de seu próprio autossofrimento, ou seja, os numerosos efeitos prejudiciais da ira para aquele que está irado - alguns espirituais, alguns mentais, alguns físicos e alguns relacionais. "Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal; será isto saúde para o teu corpo e refrigério, para os teus ossos" (Pv 3.7-8).

Sexta, confesse seu pecado de ira para algum amigo de confiança, bem como ao ofensor, se possível. Esta é uma importante atitude de cura: "Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo" (Tg 5.16).

Sétima, permita que sua ira seja a chave para destrancar os calabouços do orgulho e da autopiedade em seu coração e substituí-los por amor: "O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta" (1 Co 13.4-7).

Oitava, lembre que Deus operará todas as coisas para o seu bem, enquanto você confia na graça futura. Seu ofensor pode até lhe fazer o bem, se você reagir com amor: "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Rm 8.28). "Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes" (Tg 1.2-4).

Nona, lembre que Deus vindicará sua causa justa e acertará todas as coisas melhor do que você poderia fazê-lo. Ou seu ofensor pagará no inferno, ou Cristo já pagou por ele. Seu revide seria risco dobrado ou uma ofensa para a cruz. "Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor" (Rm 12.19). "Ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente" (1 Pe 2.23).

Que matemos nossa ira e lutemos por alegria e amor cada dia.

Deus te abençoe sempre
Pr. Marcílio Gomes Marinho


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Famílias Saudáveis Têm Comunicação Clara e Direta




“As palavras agradáveis são como um favo de mel, são doces para a alma e trazem cura para os ossos”; “Melhor é um pedaço de pão seco com paz e tranqüilidade do que uma casa onde há banquetes e muitas brigas”; “Começar uma discussão é como abrir brecha num dique; por isso resolva a questão antes que surja a contenda.” Provérbios 16:24;17:1,14.


“Evita discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a Lei; porque não têm utilidade e são fúteis.” Tito 3:9.

“Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da Lei e julga a Lei; ora, se julgas a Lei, não és observador da lei, mas juiz.” Tiago 4:11.

Outra característica das Famílias Saudáveis é o fato de terem “comunicação clara e direta”. Esta é a quarta característica dada pelo psicólogo e Pr. Jorge Maldonado, em palestra no 15º. Congresso do CPPC – Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos do Brasil. Outras três qualidades: a Capacidade de Perdoar, Vivenciar Valores Espirituais e Estruturas Consistentes e Flexíveis
Uma boa comunicação é vital para o ótimo funcionamento familiar. As investigações sobre a comunicação do casal e da família apontam que podemos aprender as habilidades tanto de FALAR como de ESCUTAR. Assim, aprendemos de nossas famílias de origem, maneiras funcionais ou disfuncionais de nos comunicarmos.
O Dr. John Gottman, psicólogo da Universidade da Califórnia, pesquisou por 20 anos, perto de 3 mil casais, num interessante programa de pesquisa: cada fim de semana, um casal convidado tinha suas reações monitoradas, numa casa-laboratório parecida com um “Big Brother”. Tudo o que falavam, reações faciais, calor do corpo, pressão sanguínea etc., era registrado para pesquisa.
Eles seguiram as pistas tanto dos casais que permaneciam juntos, quanto dos que terminaram se divorciando. Os felizes e os infelizes. Traduziram tudo em estatísticas e puderam documentar com dados sólidos, que a grande maioria dos casais briga. Até os mais felizes, não resolviam 69% de seus desacordos. A chave do êxito, não é se “brigam ou não”, mas sim “COMO brigam”: com gentileza, sem exaltar-se a ponto de disparar o coração.
Gottman identificou o que chamou de “Quatro Cavaleiros do Apocalipse no Casamento”: a crítica, o desprezo, a defensividade e a incomunicabilidade. Geralmente estes problemas estão presentes em casamentos que terminam em divórcio. Em contrapartida, casais que permanecem juntos com relação satisfatória, desenvolvem “antídotos” para estas quatro condutas desastrosas, rompendo a tensão com humor, expressões de carinho, trabalhando para reparar o dano ou a ofensa.

A comunicação saudável em uma família tem quatro aspectos chaves:

1. CLAREZA. A comunicação é clara, específica e direta. As pessoas “dizem, aquilo que realmente querem dizer” e também “querem dizer, aquilo que efetivamente disseram”. Há menos “monopolização” das palavras e um intercâmbio mais ativo entre os membros da família. Em lugar de ignorar, culpar, impor, competir, os membros das famílias saudáveis, tentam ajudar a resolver os sentimentos ambivalentes que acontecem entre eles, através de afirmações e perguntas esclarecedoras.
2. EXPRESSÃO ABERTA DOS SENTIMENTOS. As emoções não são reprimidas, mas permitidas e expressadas. Seus membros se reconhecem mutuamente quando FALAM e quando ESCUTAM. Para isso, desenvolveram uma série de habilidades relacionadas com o respeito e o cuidado com os sentimentos do outro, com a capacidade de falar por si mesmo e não pelos demais, com a capacidade de abrir-se e assumir responsabilidades por seus próprios sentimentos e ações, e outras habilidades.

3. COLABORAÇÃO NA SOLUÇÃO DE PROBLEMAS. Especialmente em momentos de crise e mudanças contínuas. Isto requer tolerância para discutir abertamente e habilidade para encontrar soluções. Quando na família há amor incondicional, junto com a disposição de conversar sobre as pequenas coisas diárias, a capacidade de resolver problemas aumenta. Mas quando não se vive e nem se expressa o amor, quando há dificuldade para dialogar, a ira, a frustração e o desânimo podem bloquear a capacidade da família para resolver os problemas diários e aqueles relacionados com as crises.

4. O AFETO É EXPRESSO COM LIBERDADE E REGULARIDADE. O afeto costuma expressar-se tanto em palavras como em atitudes. Ambas as formas são necessárias e devem ser coerentes. Em famílias saudáveis, se dá afeto de forma incondicional, apenas pelo fato de ser parte da família. Não quer dizer que não se exerça a disciplina quando alguém comete uma falta, mas que intencionalmente se preserva o ser da pessoa e a disciplina focaliza as condutas. Nas famílias onde flui o afeto de forma regular, nota-se a energia, a espontaneidade, a alegria e o otimismo.

VOCÊ ACHA QUE A COMUNICAÇÃO EM SUA FAMÍLIA É SAUDÁVEL OU NÃO?

Autor: Pr. Sergio Leoto (http://www.sergioemagalileoto.com.br/).


Deus te abençoe sempre
Pastor Marcílio Gomes Marinho



terça-feira, 1 de maio de 2012

Por que estou Comprometido em Ensinar a Bíblia






 

 

 

John MacArthur


John MacArhtur, autor de mais de 150 livros e conferencista internacional, é pastor da Grace Comunity Church, em Sum Valley, Califórnia, desde 1969; é presidente do Master’s College and Seminary e do ministério “Grace to You”; John e sua esposa Patrícia têm quatro filhos e quatorze netos.


Jamais aspirei ser conhecido como um teólogo, um apologista ou um erudito. Minha paixão é ensinar e pregar a Palavra de Deus. Embora tenha abordado questões teológicas e controvérsias doutrinárias, em alguns de meus livros, nunca o fiz sob o ponto de vista da teologia sistemática. Pouco me inquieta o fato de que algum assunto doutrinário se enquadra nesta ou naquela tradição teológica. Desejo saber o que é bíblico. Todas as minhas preocupações estão voltadas às Escrituras, e meu desejo é ser bíblico em todo o meu ensino.
Pregue a Palavra
Esta é a atitude com a qual abracei o ministério desde o início. Meu pai é um pastor, e, quando lhe disse, há alguns anos, que senti haver Deus me chamado para o ministério, ele me presenteou uma Bíblia em que havia escrito essas palavras de encorajamento: “Pregue a Palavra!” Esta simples frase se tornou um estímulo em meu coração. Isso é tudo que tenho me esforçado para fazer em meu ministério — pregar a Palavra.
Os pastores de nossos dias sofrem tremenda pressão para fazerem tudo,exceto pregar a Palavra. Eles são instruídos pelos eruditos do Movimento de Crescimento de Igreja que têm de alcançar as “necessidades sentidas” dos ouvintes. São encorajados a se tornarem contadores de histórias, comediantes, psicólogos e preletores que motivam. São aconselhados a evitarem assuntos que os ouvintes acham desagradáveis. Muitos já abandonaram a pregação bíblica em favor de mensagens devocionais que têm o objetivo de fazer as pessoas sentirem-se bem. Alguns têm substituído a pregação por dramatização e outras formas de entretenimento.
Mas o pastor cuja paixão é completamente bíblica tem apenas uma opção: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (2 Tm 4.2).
Quando Paulo escreveu essas palavras a Timóteo, ele acrescentou este aviso profético: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fá- bulas” (vv. 3,4).
Com certeza, a filosofia de ministério do apóstolo Paulo não incluía a teoria de “dar às pessoas o que elas desejam”. Ele não instou Timóteo a realizar uma pesquisa a fim de descobrir o que as pessoas queriam; mas ordenou que ele pregasse a Palavra, com fidelidade, repreensão e paciência.
Na verdade, ao invés de insistir que Timóteo idealizasse um ministério que acumularia elogios do mundo, Paulo advertiu o jovem pastor a respeito de sofrimentos e dificuldades! O apóstolo não estava ensinando Timóteo sobre como ser bem-sucedido; estava encorajando-o a seguir o padrão divino. Paulo não o estava aconselhando a buscar prosperidade, poder, popularidade ou qualquer outro conceito mundano de sucesso. O apóstolo instava o jovem pastor a ser bíblico, apesar das conseqüências.
Pregar a Palavra nem sempre é fácil. A mensagem que somos exigidos a pregar é, com freqüência, ofensiva. O próprio Senhor Jesus é uma pedra de tropeço e uma rocha de escândalo (Rm 9.33; 1 Pe 2.8). A mensagem da cruz é uma pedra de escândalo para alguns (1 Co 1.23; Gl 5.11) e loucura para outros (1 Co 2.3).
Não temos permissão para embelezar a mensagem ou moldá-la de acordo com as preferências das pessoas. O apóstolo Paulo deixou isto claro, ao escrever a Timóteo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2 Tm 3.16 — ênfase acrescentada). Esta é a mensagem a ser proclamada: todo o conselho de Deus (At 20.27).
No primeiro capítulo de sua segunda carta a Timóteo, Paulo lhe dissera: “Mantém o padrão das sãs palavras que de mim ouviste” (2 Tm 1.13). O apóstolo se referia às palavras reveladas por Deus nas Escrituras — todas elas. Paulo instou Timóteo a guardar o tesouro que lhe havia sido confiado. No capítulo seguinte, o apóstolo aconselhou Timóteo a estudar a Palavra e manejá-la bem (2 Tm 2.15). E, no capítulo 3, Paulo o aconselhava a proclamá-la. Deste modo, todo o ministério de um pastor fiel gira em torno da Palavra de Deus — manter, estudar e proclamar.
Em Colossenses, Paulo, ao descrever sua própria filosofia de ministério, escreveu: “Da qual me tornei ministro de acordo com a dispensação da parte de Deus, que me foi confiada a vosso favor, para dar pleno cumprimento à palavra de Deus” (Cl 1.25 — ênfase acrescentada). Em 1 Coríntios, ele foi um passo além, afirmando: “Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1 Co 2.1-2). Em outras palavras, seu objetivo como pregador não era entreter as pessoas com um estilo retórico ou diverti-las com esperteza, humor, novos pontos de vistas ou metodologia sofisticada; o apóstolo simplesmente pregou a Cristo.
A pregação e o ensino fiel da Palavra de Deus têm de ser o âmago de nossa filosofia de ministério. Qualquer outra filosofia de ministério substitui a voz de Deus pela sabedoria humana. Filosofia, política, psicologia, conselhos despretensiosos, opiniões humanas jamais são capazes de fazer o que a Palavra de Deus faz. Essas coisas podem ser interessantes, informativas, entreter as pessoas e, às vezes, serem úteis, mas elas não constituem o objetivo da igreja. A tarefa do pregador não é ser um canal para a sabedoria humana; ele é a voz de Deus para a igreja. Nenhuma mensagem humana tem o selo da autoridade divina — somente a Palavra de Deus. Como ousa qualquer pregador substituí-la por outra mensagem? Sincera-mente, não entendo os pregadores que estão dispostos a abdicarem deste solene privilégio. Por que devemos proclamar a sabedoria dos homens, quando temos o privilégio de pregar a Palavra de Deus?
Seja Fiel, Quer Seja Oportuno, Quer Não
Nossa tarefa nunca se acaba. Não apenas temos de pregar a Palavra de Deus, mas também precisamos fazê-lo apesar das opiniões divergentes que nos rodeiam. Somos ordenados a nos mostrarmos fiéis quando esse tipo de pregação for tolerado e quando não o for.
Encaremos esse fato: pregar a Palavra agora não é oportuno. A filosofia de ministério norteada por marketing, que está em voga no presente, afirma claramente que proclamar as verdades bíblicas está fora de moda. Exposição bíblica e teologia são vistas como antiquadas e irrelevantes. Essa filosofia de ministério declara: “As pessoas que freqüentam a igreja não querem mais ouvir a pregação da Palavra. A geração do pós-guerra simplesmente não agüenta ficar sentada no banco, enquanto à sua frente alguém prega. Eles são frutos de uma geração condicionada pela mídia e precisam de uma experiência de igreja que os satisfaça em seus termos”.
O apóstolo Paulo disse que o pregador excelente tem de ser fiel em pregar a Palavra, mesmo quando isso não está na moda. A expressão que ele utilizou “esteja pronto” (no grego, ephistemi) literalmente significa “permanecer ao lado”, retratando a idéia de prontidão. Era freqüentemente usada para descrever uma guarda militar, sempre a postos, preparada para o dever. Paulo estava falando sobre uma intensa prontidão para pregar, assim como a de Jeremias, o qual afirmou que a Palavra de Deus era como um fogo em seus ossos. Isto era o que Paulo estava exigindo de Timóteo: não relutância, e sim prontidão; não hesitação, e sim coragem; não mensagens que motivavam os ouvintes, e sim a Palavra de Deus.


Corrige, Repreende e Exorta
Paulo também deu a Timóteo instruções a respeito do tom de sua pregação. Ele utilizou duas palavras que têm conotação negativa e uma que é positiva: corrige, repreende e exorta. Todo ministério de valor precisa ter um equilíbrio entre coisas positivas e negativas. O pregador que falha em reprovar e corrigir não está cumprindo sua comissão.
Recentemente, ouvi uma entrevista no rádio com um pregador bastante conhecido por sua ênfase em pensamento positivo. Esse pregador tem afirmado em seus escritos que evita qualquer menção do pecado em suas pregações, porque ele acha que as pessoas, de alguma maneira, estão sobrecarregadas com excessiva culpa. O entrevistador perguntou-lhe como ele poderia justificar essa atitude. O pastor respondeu que bem cedo em seu ministério havia decidido focalizar as necessidades das pessoas e não atacar seus pecados.
Entretanto, a mais profunda necessidade das pessoas é confessar e vencer seus pecados. Portanto, a pregação que não confronta e corrige o pecado, através da Palavra de Deus, não satisfaz a necessidade das pessoas. Falas sentirem-se bem e res- ponderem com entusiasmo ao pregador. Mas isso não é o mesmo que satisfazer suas verdadeiras necessidades.
Corrigir, repreender e exortar é o mesmo que pregar a Palavra de Deus, pois estes são os ministérios que as Escrituras realizam – “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2 Tm 3.16). Observe o mesmo equilíbrio de tom positivo e negativo. Repreensão e correção são negativos, ensinar e educar são positivos.
O tom positivo é crucial também. A palavra “exorta” é para kaleo, um vocábulo que significa “encoraja”. O pregador excelente confronta o pecado e, em seguida, encoraja os pecadores arrependidos a comportarem-se de maneira cor-reta. Ele tem de fazer isso, com “paciência e longanimidade” (2 Tm 4.2). Em 2 Tessalonicenses 2.11, Paulo falou sobre exortar, encorajar e implorar, “como um pai a seus próprios filhos”. Isto freqüentemente exige muita paciência e instrução. Todavia, o pastor excelente não pode negligenciar esses aspectos de sua vocação.
Não se Comprometa em Tempos Difíceis
Existe urgência no encargo de Paulo ao jovem Timóteo: “Haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças como que sentindo coceira nos ouvidos” (2 Tm 4.3). Esta é uma profecia que lembra aquelas que encontramos em 2 Timóteo 3.1 (“Sabe, porém isto: Nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis”) e 1 Timóteo 4.1 (“O Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé”). Este, portanto, é o terceiro aviso profético de Paulo advertindo Timóteo a respeito dos tempos difíceis que estavam por vir. Observe a progressão: o primeiro aviso dizia que viria o tempo em que as pessoas se apartariam da verdade. O segundo advertia Timóteo sobre o fato de que tempos perigosos estavam vindo à Igreja. E o terceiro sugere que viria o tempo em que haveria na igreja aqueles que não suportariam a sã doutrina e, em vez disso, desejariam ter seus ouvidos coçados.
Isso está acontecendo na Igreja hoje. O evangelicalismo perdeu sua tolerância em relação à pregação confrontadora. As igrejas ignoram o ensino bíblico sobre o papel da mulher na igreja, a homossexualidade e outros assuntos. O instru- mento humano tem sobrepujado a mensagem divina. Esta é a evidência do sério comprometimento doutrinário. Se as igrejas não se arrependerem, esses erros e outros semelhantes se tornarão epidêmicos.
Devemos observar que o apóstolo Paulo não sugeriu que o caminho para alcançar nossa sociedade é abrandar a mensagem, de modo que as pessoas sintam-se confortáveis com ela. O oposto é verdade. Esse coçar os ouvidos das pessoas é uma abominação. Paulo instou Timóteo a estar disposto a sofrer por amor à verdade e continuar pregando a Palavra com fidelidade.
Um intenso desejo por pregação que causa coceira nos ouvidos tem conseqüências terríveis. O versículo 4 diz que essas pessoas “se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2 Tm 4.4). Elas se tornam vítimas de sua própria recusa em ouvir a verdade. “Se recusarão” está na voz ativa. As pessoas voluntariamente escolherão essa atitude. “Entregando-se às fábulas” está na voz passiva; descreve o que acontece a tais pessoas. Tendo se afastado da verdade, elas se tornam vítimas do engano. Ao se afastarem da verdade, tornam-se presas de Satanás.
A verdade de Deus não coça nossos ouvidos; pelo contrário, ela os golpeia e os queima. Ela reprova, repreende, convence; depois, exorta e encoraja. Os pregadores da Palavra têm de ser cuidadosos em manter esse equilíbrio.


Sempre houve nos púlpitos homens que reuniram grandes multidões porque eram oradores dotados, interessantes contadores de histórias e preletores que entretinham os ouvintes; tinham personalidades dinâmicas; eram perspicazes manipuladores das multidões, políticos populares, elaboradores de mensagens que estimulavam os ouvintes e eruditos. Esse tipo de pregador pode ser popular, mas não é necessariamente poderoso. Ninguém prega com poder, se não pregar a Palavra de Deus. Nenhum pregador fiel minimiza ou negligencia todo o conselho de Deus. Proclamar toda a Palavra – essa é a vocação do pastor.

Fonte: Editora Fiél


Deus te abençoe sempre 

Pr. Marcílio



domingo, 29 de abril de 2012

O Perigo do Populismo Evangélico



Autor:Eduardo Rosa Pedreira

O populismo enquanto fenômeno político e o jeito populista de governar já são velhos conhecidos de parte da sociedade brasileira, pois desde a era Vargas vem marcando presença significativa na história do nosso país. O que é relativamente novo neste cenário é um outro fenômeno que aqui chamaremos de populismo evangélico. Na essência, os dois são a mesma coisa, a diferença esta na aparência. Isto porque na versão evangélica este populismo aparece em uma embalagem própria para conquistar o público a que se destina. São essencialmente semelhantes por ambos se sustentarem e perpetuarem-se na figura do político carismático que sabe muito bem usar o palanque nos comícios, as câmeras na TV e as ondas no rádio, meio de comunicação de massa ainda muito forte entre as classes mais suscetíveis a este tipo de apelo. Uma vez eleito, o político populista, evangélico ou não, vai ter na sua prática de governo um comportamento idêntico em um ponto central: o uso da máquina do Estado para promover ações de curto prazo visando a resolver necessidades imediatas dos menos favorecidos, isto sem criar políticas públicas capazes de, a médio e longo prazo, influenciar na transformação das estruturas socioeconômicas geradoras da nossa desigualdade. Obviamente, os maiores e reais beneficiários destas ações não são sequer aqueles para quem elas teoricamente se destinam, mas sim quem as promove quando delas auferem significativo lucro eleitoral. Este populismo assume uma roupagem evangélica quando a mesma habilidade verbal do palanque é usada no púlpito a serviço de uma idéia, que, por assim dizer, é a chave mestra capaz de abrir as comportas do voto evangélico. Refiro-me especificamente ao uso que se faz do corporativismo de classe celebrizado na frase “irmão vota em irmão”. Com isto busca-se convencer o eleitorado a escolher um governante tão-somente pelo fato de ser evangélico. Ora o discurso populista de caráter puramente assistencialista, que já em si mesmo é extremamente sedutor, quando acrescido desta dimensão espiritual dá a este populismo evangélico uma combinação com muito poder de voto na disputa eleitoral. Esta é a razão pela qual vai se vendendo sistematicamente a ilusão de que, por ser o governante um evangélico, Deus naturalmente abençoará o seu governo, transformando tudo pelo poder das orações e a liderança do seu eleito. Esta falácia pode ser facilmente desmontada ao lembrarmos que quando escolhemos um governante os critérios desta escolha são mais amplos do que aqueles usados para escolher um líder religioso de uma igreja. Estamos elegendo alguém convocado pela sociedade para dirigir um povo marcado pela pluralidade, inclusive e principalmente de crenças. Não se governa uma cidade, estado ou país simplesmente apresentando como única credencial sua fé e denominação religiosa. Existem outras qualidades que um postulante ao governo de qualquer instância do nosso país deve apresentar, qualidades estas que os políticos representantes deste populismo evangélico fazem questão de não trazer a cena. É exatamente nesta manobra onde se verifica a clara instrumentalização da fé com fins puramente eleitorais, quebrando despudoradamente um mandamento bíblico dos mais sagrados, o de não usar o nome de Deus em vão! Importa ainda ressaltar que tais políticos não teriam sucesso não fosse a cooperação dos pastores orientando os seus rebanhos a votarem cegamente no candidato “ungido pelo Senhor”. Reedita-se então a histórica relação entre o rei cujo poder político era sustentado pelo poder espiritual do sacerdote! Infelizmente a Igreja Evangélica como hoje se configura é um terreno fértil para a proliferação deste populismo. Isto, por ser em sua maioria composta por denominações cuja presença maciça se faz sentir nas franjas sociais do nosso país, onde existe uma população marcada pela exclusão social, presa fácil deste esquema político-religioso. Todavia, há uma minoria em meio a esta grande massa disposta a marcar sua posição contrária a esta onda populista, pois enxerga nela graves perigos para a Igreja e para o país!

EDUARDO ROSA PEDREIRA é pastor da Comunidade Presbiteriana da Barra da Tijuca e professor da Fundação Getúlio Vargas.
Fonte:Amai-vos http://amaivos.uol.com.br/  e http://praxiscrista.blogspot.com.br/

Deus te abençoe sempre
Pastor Marcílio G. Marinho